O Carnaval e Sua Diversidade

Fantasias, samba, desfiles, carros alegóricos, marchinhas, bonecos gigantes e alegria… Assim pode ser descrito o Carnaval brasileiro. Como ele – o carnaval – surgiu?
A comemoração teve origem na Grécia  com o intuito de agradecer aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção e chegou ao Brasil sob influência europeia em torno de 1723, sendo recebido de braços abertos pelo povo, que criou o costume de sair nas ruas e ir às festas fantasiados e mascarados (o que prevaleceu até hoje). O fato é que hoje essa festa tornou-se um símbolo brasileiro ao redor do mundo todo.

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Algo incrível no carnaval é a diversidade que há dentro de uma só comemoração.  A exemplo disso temos vários tipos de carnavais ao redor do páis. No Nordeste, que é o palco da maior festa popular do planeta, a alegria dos foliões e a riqueza musical atraem multidões para as ruas, que animados pelo ritmo do frevo e do maracatu, dançam durante seis dias de pura festa.
Além disso, os famosos Bonecos De Olinda diferenciam a festa local pela criatividade que trazem. Bonecos gigantes que eternizam a imagem de anônimos ou de personalidades tidas como famosas, são símbolo de cultura e exigem a dedicação quase que integral de várias pessoas que estão envolvidas com a criação desses elementos.
Enquanto isso, o Rio de Janeiro tem a maior festa carnavalesca do mundo, contando com suas escolas de samba que todos os anos realizam desfiles que buscam, pesquisam e trabalham com temas diferentes anualmente. Assim, a cidade maravilhosa é tomada pela euforia e pelo samba e durante os dias de festa e desfile, é palco de um verdadeiro show de  fantasias incrivelmente elaboradas e brilhantes, de carros alegóricos que trazem foliões contentes e algumas homenagens e críticas sociais. Isso, claro, sem deixar de lado as famosas “marchinhas de carnaval”.

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Além das comemorações acima citadas, há também o tradicional Carnaval de rua que é lembrado por ser uma atividade clássica que envolve foliões tradicionais que seguem o ritmo das marchinhas acompanhados por serpentinas e confetes, sendo conduzidos por ritmos locais como axé, samba e até mesmo o contemporâneo arroxa.

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 O Carnaval, indubitavelmente,  é uma ferramenta importante na construção da identidade do Brasil, desenvolvendo sua capacidade artística criativa, apresentando-nos a arte de rua, trazendo para o povo inovações através de detalhes presentes nos carros alegóricos, das cores das comemorações e das imagens intensas e brilhantes. As marchinhas, por exemplo, além de se tornarem ícones carnavalescos, acabaram se transformando em identidade cultural já que são compostas por instrumentos e composições locais.
É importante frisar que, ao contrário do que muitos pensam, o carnaval também é meio para protesto… Prova disso foi  o desfile do “Cristo Mendigo”, realizado pela escola de samba Beija-Flor, em 1989. A escultura que estava presa num carro alegórico que passaria pelo sambódromo  representava a imagem de um Cristo com as características de um mendigo e foi considerada ofensiva pela Igreja Católica que, através da justiça, conseguiu fazer com que a alegoria não fosse apresentada. Mesmo assim, a escola apresentou a imagem do Cristo coberto com um plástico preto e a mensagem “ Mesmo proibido  olhai por nós”, causando grande polêmica e reflexão entre os que estavam assistindo a noite do Carnaval.

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Mas nem tudo são flores… Apesar da riqueza cultural dessa festa, alguns problemas estão atrelados a mesma. Crime, sexo desprotegido, ingestão exacerbada de álcool e outras drogas, dentre outros problemas sociais que acabam culminando nesse feriado acabam sendo, infelizmente, tidos também como ícones do Carnaval.
Indo além da questão da violência e crimes, quem nunca viu a propaganda que busca conscientizar as pessoas a fazerem xixi no banheiro durante o Carnaval? É vergonhoso termos que, ainda, veicularmos propagandas com esse tipo de informação…

Há de se considerar o Carnaval como parte integrante da cultura brasileira sim… Vários cidadãos buscam não apenas a diversão durante essa época, mas também uma complementação de renda trabalhando como ambulantes e colaboradores das escolas de samba.
Agora vamos lá… abre alas que o Carnaval vai passar!