Ball of light e Denis Smith

Que tal, por um segundo, esquecermos de toda a polêmica em torno do Silas Malafaia e lembrarmos das maravilhas da arte? E se essa arte for fotografia e envolver uma técnica conhecida como light painting?

Vamos lá…
Enquanto eu estava de férias li em algum lugar (agora não me lembro onde) algo sobre as “bolas de luz” de um homem que buscava se conectar com o seu eu interior. Para isso ele teve a ideia de criar um projeto ao redor do uso da luz e seus recursos na fotografia. O nome do projeto é: ball of light!

O fotógrafo neozelandês Denis Smith trabalha com a técnica chamada “light painting”, muito utilizada hoje em dia nos ensaios fotográficos ao redor do mundo todo (tem um fotógrafo do Espírito Santo que utiliza essa técnica com maestria, um dia – se tudo der certo – posto algo sobre ele).
Pra você que não sabe o que é a tal da pintura com luz, busquei uma informação no site techtudo… aqui vai:
“Assim como várias outras técnicas, o light painting vem se popularizando na última década graças às câmeras digitais – vide o sucesso de grupos como o Light Painting – The Real Deal, no Flickr, e de coletâneas como esta da Tripwire. Afinal, agora é muito mais fácil conferir se o experimento está dando certo e corrigir detalhes, sem precisar esperar a revelação do filme.
Existem dois tipos de pinturas de luz: aquelas em que a iluminação é apontada direto para a câmera, criando rastros luminosos como tubos de neon, e outras mais sutis, em que a fonte de luz é usada para iluminar seletivamente uma imagem. Em outras palavras, no primeiro tipo a própria luz se torna o assunto da foto, enquanto no segundo, ela só revela ou destaca detalhes do assunto.”

Agora que a técnica já está mais ou menos explicada, vamos ao trabalho do fotógrafo…
Ao pesquisar sobre Denis, encontrei relatos da história dele e um fato me chamou a atenção: o artista tema do post de hoje possuía uma rotina de trabalho muito estressante, acabou entrando em depressão, perdeu a esperança na vida, buscou auxilio no alcóol e, posteriormente, se viu como um dependente dessa substância. Quando ele percebeu a situação na qual se encontrava (falido, alcoólatra, depressivo e escravo do capitalismo), resolveu mudar… Juntou as “trouxas”, vendeu tudo o que tinha e foi para a Austrália com a sua esposa. Lá, sem muita perspectiva de emprego, encontrou um hobbie para as suas longas horas vagas: fotografia. Não é novidade que esse país possui uma grande variedade de lindíssimas paisagens e ambientes que propiciam ótimas fotografias, mas Denis quis inovar e passou a utilizar a light paiting.
Se antes ele passava as noites em bares para “afogar as mágoas”, agora ele passa as noites ao ar livre em busca dos melhores clicks para dar vida ao projeto chamado “ball of light”.
Denis, depois de determinar o melhor lugar, coloca sua câmera num tripé e deixa pré programada a velocidade de exposição do obturador para poder girar a lâmpada de LED no tempo certo para que forme uma esfera completa. O fotógrafo diz que esse trabalho salvou a sua vida, por mais que ele não saiba da onde a ideia tenha surgido.

Um grande detalhe do seu trabalho é que ele precisa estar no centro da projeção da esfera para que o desenho seja formado, mas por conta da técnica, a silhueta dele não aparece nas fotografias… Parece algo impossível, mas Denis conseguiu e diz com toda convicção que esse trabalho lhe deu mais serenidade e o fez valorizar ainda mais as maravilhas da natureza (já que ele precisa ficar “no relento” das noites de lua cheia, envolto por uma paisagem belíssima, para tirar suas fotografias).

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O sonho de Denis é sair pelo mundo e deixar a marca das bolas de luz espalhadas por todos os lugares possíveis…
O que fica disso tudo é que além de ser um trabalho magnífico, a lição é que a arte pode sim salvar vidas! É uma história de superação e nos faz admirar não apenas as projeções das fotos, mas também todo o desenvolvimento do artista em conjunto com o seu trabalho. Hoje Denis é fotógrafo em tempo integral.

“Minha fotografia tem sido sobre ir tentando, descobrindo e olhando para as faíscas. Eu estou rodeado por pessoas que são super criativas e animadas em vários sentidos. O resultado… nós criamos mágica! Vamos criar mágica. Vamos nos conectar, aprender e criar mágica juntos.” – Denis Smith

Não sei vocês, mas esse post me fascina não só pela beleza das imagens, mas pela história também… Temos aqui apenas mais uma pessoa que foi, literalmente, salva pela arte e suas vertentes. Por essas e outras que digo com toda assiduidade: a arte é vida!

Pra quem entende inglês (e, com isso, o sotaque neozelandês), Denis fez um vídeo curto para contar um pouco sobre o projeto e como ele mudou a sua vida.

Espero que tenham gostado!

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