A realidade do materialismo infantil

Tente voltar por alguns instantes ao seu tempo de criança e, feito isso, imagine a seguinte situação: você está brincando e um homem se aproxima lhe bombardeando com perguntas, quando de repente ele diz “quais são os seus brinquedos favoritos? Pense naqueles sem os quais você não vê graça numa brincadeira. Você me permite fotografá-los?”
Agora, se vendo de frente a essa situação, procure relembrar quais eram os seus brinquedos favoritos e imagine quais teria escolhido. Seriam bonecas, carrinhos, dinossauros, bichinhos de pelúcia ou jogos de tabuleiro?
Gabriele Galimberti é um fotógrafo italiano que viajou o mundo fazendo esse questionamento à várias crianças para poder retratar quais são os brinquedos tidos como essenciais para cada uma delas no seu respectivo “mundo particular”.

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Galimberti ladeado pelos seus “brinquedos” favoritos

Percorrendo lugares como Texas, República da Zâmbia (na África), Indonésia, México, China, Costa Rica, Filipinas e vários outros, Galimberti teve a oportunidade não apenas de retratar o favoritismo das crianças, mas também de perceber a diferença comportamental de cada uma no contexto no qual elas vivem, incluindo elementos como materialismo, desapego, cuidado e até mesmo egoísmo.

Por ter viajado a vários países e  tido a oportunidade de conviver com várias realidades distintas, ao ser questionado por um repórter da “The Times Magazine”,  o fotógrafo disse com propriedade que “as crianças mais ricas são mais possessivas. No começo, elas não me deixavam tocar nos brinquedos delas e eu precisaria de um tempo ainda maior para poder brincar com elas e, assim, fazer o projeto. Nos países mais pobres, foi mais fácil. Mesmo que as crianças tivessem apenas dois ou três brinquedos, elas realmente não se importavam. Na África, a maioria das crianças brinca com os amigos fora de casa.”

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Fotos retiradas do site do fotógrafo.

O idealizador do projeto fotográfico Toy Story disse que percebeu também a influência da profissão dos pais na escolha das crianças. A filha de fazendeiros tem brinquedos ligados à fazenda, o filho do piloto adora aviões… Numa outra análise, também foi perceptível a visão do futuro nas crianças, como no caso da menina que ama jogar Monopoly porque planeja ser uma arquiteta “quando crescer”. Se formos pensar deste modo, fica fácil lembrarmos das vezes que brincávamos dizendo que iríamos ser como nossos pais ou escolhíamos brinquedos imaginando o que faríamos no futuro.

A conclusão de Gabriele, após 18 meses rodeado por fotografias e vivências, foi que as crianças podem mudar e viver em realidades completamente diferentes, mas uma coisa é universal: o que todas querem é brincar! O espírito de criança, seja numa família de classe alta ou numa de classe baixa, é semelhante, pois todas possuem sonhos e gostam de nutrir a imaginação com brincadeiras e brinquedos.

No site do fotógrafo você encontra fotos do “Toy Story” e também de outros projetos.
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