Sobre as cidras fajutas, os panetones da promoção e o penúltimo mês

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Às vezes parece que eu sou novembro... Sim, novembro! Aquele mês que ninguém vive só porque é, hum, novembro… Em novembro as pessoas já começam a montar as árvores de natal, planejar as ceias, correr até o mercado para aproveitar as promoções de panetone e daquelas cidras que, na verdade, são mais fajutas do que sucos de maçã com gás. É em novembro que as pessoas começam a pensar se continuarão trabalhando onde estão agora, se irão investir mais uma grana na viagem do fim do ano, se vai dar dinheiro pra pagar aquele celular que foi lançado no meio do ano, se vale a pena ir passar o natal na casa daquela tia chata (mas é viúva, coitada! Então talvez ela precise de companhia)… Maldito novembro! Até os tais dos comerciantes se ferram nessa: eles devem trabalhar até nos domingos porque, adivinhe, dezembro está chegando.

Às vezes parece que eu sou novembro… Novembro porque não tem foco! Pra que foco, afinal? O prazo para aquela matéria ser fechada está perto do fim, o relógio marca que as horas estão passando e que eu ainda não terminei o relatório do processo da faculdade, meu pai me pede ajuda para planejar o almoço do domingo (e hoje ainda é segunda-feira) e o temido período da publicação de notas lá do curso de Direito está perto. Em novembro parece que a “coisa” não vai pra frente e ficar empacado não é nada legal. Ah, novembro! Maldito novembro!

O tal do novembro é tão infeliz que nem o título de décimo primeiro mês do ano ele emplacou, só é conhecido por ser o “penúltimo”: aquele que antecede o fim e, ao mesmo tempo, a vida nova.  Isso tudo me lembra daquela história de viver intensamente… Novembro não combina com isso! Novembro nada mais é que o completo oposto dessa máxima. Pra que viver intensamente se dezembro (cc: natal, presentes, peru assado, frango recheado, farofa tropical, sobremesa da vovó, champagne barato e uva passa no arroz) está logo ali?

Maldito novembro! Pra que passar tão devagar? Parece que novembro rasteja. Mas ele rasteja com prazer só pra ver gente como eu sofrendo por ser tão demorado. Sem falar no horário de verão… Ele pode até ter surgido por causa da primavera, mas é em novembro que ele não faz sentido, já que só serve pra meio mundo dizer: “Camila, toma vergonha na cara e vai fazer academia ou caminhar. Aproveita que o dia está mais longo”. Agora me diz: o que eu quero com dias mais longos? Ok tem vezes que 24 horas parecem ser insuficientes… Mas a noite é mais bacana que as tardes longas e cheias de turbulências no trabalho (e me diga, quem foi que resolveu deixar as noites mais curtas?).

Pode até parecer exagero ou loucura, mas às vezes parece que eu sou novembro… Desfocado, enlouquecido e com dificuldades para emplacar porque tem muita coisa por vir. É mais futuro do que presente. Mais expectativas do que realidade. Mais bagunça que organização. Mais correria desnecessária do que intensidade. Mais problemas que soluções. Mas é a mais crua e nua realidade: assim como o horário de verão, novembro tá ali, prontinho pra irritar! E, sinceramente, às vezes parece que eu sou novembro.

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