Sob o meu olhar

Sob o meu olhar

“Meu encontro com ele não é sutil. Todas as vezes que nos encontramos, somos um só, mesmo sendo ele e eu. Não sou nada sem ele – e ele não é nada ou quase nada sem mim. Nossa conexão surgiu quando ele ainda era criança: nem entendia bem quem eu era ou para que servia, mas ele gostava de mim e me tratava com apreço. Ele e seu irmão, viviam me pegando emprestado do seu pai. Naquela época, eu era chamada de filmadora e eles, de crianças. O pai, que precisava dos meus dons, percebeu que precisava dar outra de mim para seus filhos: e foi assim que, logo depois, as crianças ganharam uma Smart Kids. Eles me usavam para brincar: ali, eu era a diversão. Eu era alegria, sorrisos e era, enfim, uma fiel amiga. Com eles, eu era muito além de uma simples máquina. Hoje, Julio diz que comigo, na mais fiel versão da Smart Kids, a casa virava uma emissora de TV.

O tempo foi passando. Nos afastamos. Não assim, por um motivo específico. Mas sabe essa coisa de prioridade? Então… Julio se dividia entre eu e o piano. Sim. Piano. Porque não basta apenas saber apertar o meu botão e disparar o meu flash: o menino, com dons inegáveis para a arte, tocava piano antes mesmo de ser alfabetizado, segundo sua própria mãe conta. Mas chegou num dado momento que a paixão dele por mim falou mais alto. Não que ele tenha abandonado o piano ou algo assim… O que aconteceu mesmo foi que o avô dele, o Luiz, usava outra versão minha para captar paisagens. Seus personagens favoritos eram da natureza: árvores, ipês, animais…  Seo Luiz fotograva de tudo e é claro que Julio, o menino curioso, não iria evitar se deixar levar pela curiosidade – e pelo encantamento.

Aos pouquinhos, eu fui me tornando parte da sua vida. Hoje, ele não sai de casa sem mim. Até mesmo numa saidinha ao mercado  lá estou eu: bem guardada dentro da bolsinha que parece ser grudada no seu ombro. Ele não me larga – e graças a Deus por isso. Somos um só. Eu sei… Eu já disse isso… Mas com o Julio, eu não sou uma simples máquina fotográfica: eu sou essência, eu sou um instrumento essencial para que o Julio consiga captar a alma de quem quer se deixar ser captado. Com o Julio, eu sou uma espécie de mapa do tesouro: ele caça o momento perfeito, usa minhas ferramentas e flash: foi disparado o clique que guarda consigo um momento rico e caro, desses que a gente guarda com carinho.

No dia a dia, Julio me usa para captar muitas das coisas que, outrora, eu captei com o Seo Luiz. Juntos, capturamos borboletas, ipês, cerejeiras, avenidas e cartões postais. E se captamos tudo isso, somos únicos: tão únicos, que somos impressos em quadros.

Eu sou uma máquina: não tenho alma, vida, nem tampouco consciência. Mas ali, nas mãos do jovem de 29 anos que perpassa seus dedos pelo piano, sou rica: tenho alma, vejo almas e transmito almas. Com o Julio, eu passo a ter a capacidade de enxergar além das minhas objetivas. Eu vejo cores, amores e paisagens que, às vezes, até os moradores daquele local fotografado não reconhecem.

Eu, caros amigos, sou a câmera fotográfica do Julio. Muito prazer em conhecê-los. Mas se me permitem dar um espaço para que uma câmera dê o seu recado, cá estou: não deixem de conferir o que o Julio fotografa por aí. Somos um só – e se somos um só, muito disso é para que as pessoas que irão nos ver, sintam toda a emoção sentida no momento capturado.

Com amor, carinhos e flashes,

Canon do Julio Szymanski.”

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II NIPOFEST vem aí!

A história dos japoneses no Brasil começou no início do século XX. No dia 18 de junho de 1908, o navio Kasato Maru parou no porto de São Paulo. Nele, 781 trabalhadores japoneses estavam vindo para trabalhar nas fazendas do interior paulista.

Hoje, estima-se que exista mais de um milhão de descentes de japoneses no Brasil. A maior parte dos descendentes mora em São Paulo, mas no Paraná, é só andar pelas ruas e perceber que por aqui também tem muito nikkei. Em Cascavel, por exemplo, mais de 250 famílias são associadas a ACEC (Associação Cultural e Esportiva de Cascavel), que é um local voltado para a preservação da cultura japonesa na cidade e na região.

Para celebrar a tradição nipônica com toda a população, no ano passado foi feito o NIPOFEST, que reuniu atrações culturais e gastronômicas ligadas ao Japão. O evento foi puro sucesso e, nesse ano, o II NIPOFEST acontecerá no próximo final de semana (8 e 9 de novembro). O diferencial é o apoio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura e, com isso, o reconhecimento do MinC (Ministério da Cultura). A partir disso, o II NIPOFEST terá proporções ainda maiores e a previsão é que, pelo menos, 20 mil pessoas passem pela festa. nipofest Eu, que sempre fui uma apaixonada assumida pela cultura japonesa, estou tendo o privilégio de acompanhar de perto todos os preparativos do festival. Por conta disso, estou cada dia mais ansiosa pra que o final de semana chegue logo! Afinal, a organização está a mil para deixar tudo pronto a tempo e cada detalhe é feito com muito amor e dedicação. O II NIPOFEST acontecerá no calçadão em frente à Catedral Nossa Senhora Aparecida, em Cascavel. A entrada é franca e todas as atrações são abertas ao público. A gastronomia também é destaque da festa e esse ano terá sushi, temaki, uramaki, combinados, doces típicos, bazares, yakissoba e muuuuuuitas outras delícias do Japão. As apresentações culturais serão feitas pelos grupos da ACEC e, também, por grupos de outras cidades como Londrina, Foz do Iguaçu, Maringá e até Araçatuba. 10734066_737723789635889_1995198575971739126_n Já ficou animado para ir também? Então não perca!! Enriqueça o seu final de semana com um programa cultural  e prazeroso!

Se quiser mais informações, clique nos seguintes links: Página oficial Nipofest e Evento Nipofest.

E, claro, curta a página do Blog Venturarte para ficar sempre a par das novidades – que, aos pouquinhos, estão voltando a aparecer por aqui.

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Unbreakable Hope

Valioso como a vida deles é. Inquebrável como a luta deles deve ser.

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Durante uma consulta, enquanto o médico explica ao paciente quais serão as vias de tratamento e qual é o tipo de doença que ele tem, parece que toda uma vida se afasta daquela realidade. De repente, o câncer, o temido câncer, invadiu a vida de uma pessoa que não esperava um resultado tão devastador depois de alguns simples exames. O médico insiste em repetir as palavras: fé, coragem, cura, persistência, tratamento, chances, família, esperança e possibilidade. O paciente insiste em ouvir, mesmo que mentalmente, que ali, a vida acabou.

Mesmo que o câncer seja uma doença que já possui métodos de tratamento extremamente evoluídos, o medo ainda é grande. Quando uma família recebe a notícia de que um dos seus membros está acometido dessa enfermidade, o sentimento de piedade é quase que unânime. Nessas horas, até aquele primo distante fica sabendo da história e lamenta, chora, sente pena do mais novo doente da família. Mas a tal da piedade toma proporções ainda maiores quando os cabelos começam a cair… Se antes era possível dar um jeitinho de esconder o câncer das pessoas mais distantes, agora, com o couro cabeludo à mostra, essa possibilidade parece ter caído por terra.

Lenços coloridos, perucas distintas, chales, toucas, gorros, etc, etc, etc. Nada disso é capaz de preencher aquele vazio que vai muito além do couro cabeludo. As mulheres, principalmente, se sentem vazias, quase nuas pela ausência dos cabelos que antes esvoaçavam pelo vento forte e eram vítimas das queixas por terem ficado armados durante uma chuvinha qualquer. Ter câncer é difícil. Perder os cabelos só torna essa batalha ainda mais árdua, mais dolorosa. E aqui o sentido passa longe da superficialidade… Os cabelos grudados na fronha do travesseiro pela manhã ou enroscados no ralo do banheiro após um simples banho só demarcam que o câncer está mais presente do que nunca.

A cada fio, uma lágrima. A cada fio, um sentimento de derrota. Mas por quê não mudar essa situação? Se as perucas não ajudam e se os lenços – por mais que carreguem cores extremamente alegres e coloridas – só fazem o sorriso ficar ainda mais distante, como encontrar outra solução para aqueles guerreiros que vão, muitas vezes, diariamente aos hospitais em prol da cura de uma doença tão ingrata? O Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer em conjunto com a agência de publicidade África não só acertaram o alvo, como também acertaram em cheio.

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Partindo do princípio de que os diamantes são feitos de carbono e que os cabelos possuem composição química semelhante, por quê não transformar cada fio de cabelo num verdadeiro – e concreto – símbolo de força, imortalidade, resistência e perseverança? Os fios de cabelos, colhidos de meninas que perdiam as madeixas por conta dos tratamentos quimioterápicos, foram submetidos a uma alta pressão, que transformava aquela marca num diamante. Com as pedras preciosas prontas, Ara Vartanian, um respeitável designer de jóias, criou três anéis que eram decorados com a preciosidade que vinha daquilo que antes era símbolo de tristeza.

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A campanha deu um novo significado não só aos cabelos transformados, mas em todos aqueles fios que caem devido o tratamento de quimioterapia. Agora, todo paciente que ver um fio caindo, poderá ver que ali está um verdadeiro emblema de força, indestrutibilidade e muito, mas muito valor.

Lindo, né?! Vale dizer que as peças feitas serão vendidas e o valor integral será revertido ao GRAACC.

Curta a página do Blog Venturarte e não deixe de dar um pulinho no site do GRAACC.

Musical “A Bela e a Fera” em Cascavel

Se você é um assíduo admirador de desenhos e contos de fadas, há de se lembrar de uma história encantadora que contava com bules, xícaras e até fechaduras falantes… Se isso não lhe traz nenhuma memória exata, tente rebuscar a clássica dança da linda princesa de vestido amarelo com uma temida fera de roupas azuis e sapatos bem requintados. Lembrou?! É isso mesmo. Hoje o post do Blog Venturarte é todo musicalizado e conta com o lindo conto da Bela e da Fera.

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No ano de 1740, um tradicional conto de fadas nascia na França. Originalmente escrito por Gabrielle-Suzanne Barbot, conhecida como a Dama de Villeneuve, a história chamada “a Bela e a Fera” (ou “a Bela e o Monstro”) passou a conquistar, aos pouquinhos, o carinho dos franceses. Dezesseis anos depois, a história contou com uma nova versão escrita por Jeanne-Marie LePrince de Beamount, que ficou responsável pelo resumo e adaptação do conto.

Com o passar dos séculos, a história da linda princesa que se apaixonou por um príncipe amaldiçoado ganhou novas versões que se adaptavam às culturas e ao contexto social de cada lugar em que ela era inserida. O objetivo de modificar para agradar deu certo, e por onde o conto passava, ele encantava pessoas das mais diversas idades e classes sociais.

Depois de ter ficado mundialmente conhecido através da adaptação feita pela Walt Disney Pictures, a história criada pela Dama de Villeneuve conquistou o coração de um grande número de pessoas e, para muitas delas, a Bela e a Fera virou um conto recheado de inspirações e lições de amor verdadeiro. Entre músicas que não saíam da cabeça das crianças e passinhos de danças que as incentivavam a dançar pela casa toda, a Bela e a Fera é um dos contos que faz mais sucesso na história dos clássicos da Disney.

Tentando trazer a magia desse clássico à cidade de Cascavel, a Nova Igreja Batista do Paraná (que já nos presentou com lindas apresentações como o “Sonho de Natal” e “O mágico de Oz”) fará apresentações desse clássico infantil que, novamente, ganha nova roupagem para que toda a família possa se divertir – e se deslumbrar – com o espetáculo musical. Contando com uma equipe de aproximadamente 100 (!) pessoas que se voluntariaram para trabalhar com som, elenco, produção, suporte, cenografia e maquiagem, a apresentação oferecerá ao público cascavelense um espetáculo completo que contará com os mais diversos ramos da arte como fantoche, dança, percussão e, claro, muita música boa.

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Dessa vez, a Igreja ficará com a peça em cartaz por vários finais de semana para que o grande público tenha o prazer de escolher a melhor data para apreciar o musical e, claro, repetir a dose quantas vezes quiser. A estreia será no dia oito de agosto (sexta-feira), às 19h45min, mas nos dias 9, 10, 15 e 16 também será possível assistir a peça nos mais diversos horários; A entrada é franca e a censura é livre. Durante todos os dias, o musical será exibido no auditório da NIBPR, que fica localizado na Rua Carlos de Carvalho, nº 3289.

Convite A bela e a Fera

O deleite é garantido, mas a diversão ganhará espaço de destaque durante o musical, visto que as canções darão um ar especial ao espetáculo – que já tem tudo para ser mais um sucesso produzido pelos voluntários da Igreja. Não vai perder, não é?! Eu já garanti meus ingressos e se você quiser garantir antecipadamente, entre em contato com o pessoal da Igreja ou deixe seu comentário aqui no post. Com certeza logo você poderá retirar o seu convite.

“A Bela e a Fera, uma história de amor que transforma vidas”. Não perca a oportunidade… Vá transformar a sua também!

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“Real Life Instagram”, por Bruno Ribeiro.

Como não amar uma fotografia?!

Tecnicamente falando, a fotografia é a técnica de criação de imagens por meio de exposição luminosa, fixando-as em uma superfície sensível.

Com o avanço constante da tecnologia e o uso diário dos smartphones, fotografar virou parte do cotidiano até dos amadores e apaixonados pela arte.

E como não pensar no Instagram quando falamos de fotografias?! O aplicativo que desde 2010 vem colecionando usuários de todos os tipos.

Foi pensando nesse universo que Bruno Ribeiro, um publicitário brasileiro, de 35 anos, casado com a canadense Zoe Perry e que, atualmente, mora e trabalha em Londres criou o projeto chamado “Real Life Instagram”. Ele também já morou em Manchester, Madrid, Moscou e Lisboa. Corintiano, diz que sempre assisti aos jogos pela internet, mesmo quando, por culpa do fuso horário, eles passam de madrugada.

Real Life Instagram

Real Life Instagram

O projeto nada mais é do que frames montados em papel cartão, papel celofane e colocados em pontos da cidade. Bruno disse que usa os mesmos materiais que as crianças de Educação Artística usam.

Real Life Instagram

Real Life Instagram

Quando perguntamos para ele o que é o “Real Life Instagram”, Bruno respondeu o seguinte:

“Comecei o projeto nas ruas de Manchester em junho, cidade onde morava antes de me mudar para Londres. Sobre o projeto, acho que tenho dois sentimentos por trás dele: o primeiro é uma homenagem ao Instagram. Acho o app incrível, pela simplicidade do uso e principalmente por trazer a fotografia para nossas vidas cotidianas. Quantos fotos você fazia antes do Instagram? Não vale contar as férias nem festas. E quantos detalhes você realmente observava na sua cidade? No cotidiano das pessoas que passam ao seu lado? Acho que o Instagram trouxe esse olhar para gente. Fez a gente se sentir mais criativo, tentar um ponto de vista bem pessoal, um angulo ou uma foto que antes nunca havíamos pensado em tirar. Acho essa mudança de comportamento incrível. Mas por outro lado, tem um sentimento não tão positivo, para dizer o mínimo, que é nossa obsessão em estarmos conectados. Temos que deixar de olhar ao nosso redor, para checar nossos smartphones a cada 17 segundos? Fico constrangido ao ver em restaurantes casais quase que o tempo todo em seus celulares ou grupos de amigos em um bar que nem parecem amigos, pois passam mais tempo se auto entretendo do que rindo de coisas que já passaram juntos. Serio, um e-mail que talvez chegue é mais importante do que ouvir a historia do seu amigo numa mesa de bar? Talvez esse meu sentimento seja porque sou de uma geração pré-internet. Talvez quem nunca viveu sem o 3G ache isso normal. Por isso, tento de forma bem tímida e íntima, chamar a atenção de pessoas para que a vida pode, e deve, ser vivida com menos tecnologia. Não quero pregar nem dizer que existe apenas uma verdade. Mas se eu fizer a pessoa pensar um pouco a respeito, já fico feliz. Mas se a pessoa também se divertir com a instalação, seja encontrando na rua, compartilhando o blog do projeto ou mesmo fazendo fotos com seus celulares, também fico feliz. Afinal é sempre bom poder quebrar a rotina, trazer o bom inesperado para a vida das pessoas.”

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A criatividade não tem limites mesmo.

Para conhecer o trabalho de Bruno, visitem o blog do projeto “Real Life Instagram” aqui.

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Até a próxima,

Bárbara.

 

 

“Philographics – Big Ideas in Simple Shapes”, por Genis Carreras.

Oláaaa!! Como já foi dito aqui, sou a nova colunista do Venturarte. Sou a Bárbara, estudante de Arquitetura e Urbanismo, geminiana curiosa e apaixonada por arte, cores e cultura.

Mudando um pouco de assunto, hoje vou falar de um projeto apaixonante!

Depois de tanto ouvir a famosa frase “menos é mais” de Mies van der Rohe na faculdade, acabei aceitando o minimalismo como pensamento. E para mim, nada mais minimalista do que o trabalho de Genís Carreras, um designer gráfico residente de Londres e nascido na Catalunha (Espanha).

Genís Carreras nasceu na Espanha e tem 26 anos e além de designer gráfico também é empreendedor.

Genís Carreras nasceu na Espanha, tem 26 anos e além de designer gráfico também é empreendedor.

Genís desenvolveu o projeto chamado “Philographics”, onde mostra, minimalistamente, que a filosofia e o design podem sim, andar juntos. O espanhol criou, inicialmente, 24 pôsteres ilustrando pensamentos que vão do Relativismo ao Absolutismo passando até pelo Holismo. Com uma ideia sensacional, unindo formas geométricas e cores, ele conseguiu criar um dicionário visual bem direto para várias correntes filosóficas.

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O artista percebeu então que havia deixado passar muitos pensamentos bacanas e acabou dando continuidade com o projeto. Em 2013 Carreras não produziu apenas pôsteres, ele avançou seu trabalho para cartões postais e também um livro (que possui versão impressa e digital), unindo assim mais de 94 imagens.

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Para conhecerem mais sobre o trabalho de Genís Carreras, é só clicar aqui!

Será um prazer escrever aqui para vocês, acompanho o Blog desde sempre e fazer parte dele é uma honra.

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Até a próxima,

Bárbara.

A arte naif de Ernane Cortat

Espontânea, autêntica e até ingênua. Assim começa a (quase) definição da arte naif, uma categoria artística que foge da classificação de “escola” e que preza pela liberdade de expressão do artista: é a partir da arte naif que ele poderá fazer as suas obras de modo instintivo e, assim, expandir o seu universo particular.

Também chamada de arte primitiva, a naif é uma forma de expressão que não procura se encaixar nos moldes acadêmicos, tendências modernistas ou mesmo no famoso – e batido – conceito de arte popular. Ela é muito próxima da arte infantil, daquela que não exige uma técnica propriamente dita mas, mesmo assim, não parece coisa de criança!

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Complexa de definir, mas facilmente feita pelos artistas, a arte naif traz uma alegria aos olhos de quem a vê. A paleta de cores utilizada é vasta (além de ser uma categoria marcante) e nas obras, a composição plana e bidimensional retrata a simplicidade figurativa da arte naif. Nela não existe uma perspectiva geométrica… Na verdade, a simples composição das cores e imagens simétricas já cumprem o seu papel de fazer arte!

A arte naif começou a surgir pelas obras de Henri Rousseau. Sem nenhuma formação técnica na arte, durante a sua primeira exposição, Henri foi extremamente criticado pelos críticos de arte da época por não seguir nenhuma composição certa e/ou perspectiva de desenho… As cores também eram motivo de polêmica: onde já se viu um artista ignorar as regras e “jogar” as cores de modo arbitrário?

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O que antes era polêmica virou tendência. Ok, a palavra tendência não se encaixa muito bem no contexto quando o assunto é arte naif… Mas a verdade é que os artistas do mundo todo passaram a usar alguns elementos do naif e, assim, popularizaram essa nova perspectiva artística. No Brasil, por exemplo, a adesão foi tão grande que até um museu específico foi criado: o MIAN, Museu Internacional da Arte Naif do Brasil (localizado na cidade do Rio de Janeiro).

E é no Rio de Janeiro que um dos maiores nomes da arte naif no Brasil faz as suas obras. Ernane Cortat é um artista plástico que aderiu a arte naif assim, sem razões específicas… Foi algo espontâneo, mas que deu – e ainda dá – muito retorno! Extremamente espiritualizado e ligado às artes, Ernane é o exemplo perfeito daquilo que é naif: agradável, leve e com muita alegria pra dar e vender.

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Eu me encantei pela arte de Cortat logo de cara e na hora eu soube que queria passar tudo isso para os leitores do Blog Venturarte! Pensei em como eu poderia trazer a essência da arte de Ernane para cá e no meio de tantas ideias, pensei numa entrevista. Mas como fazer uma entrevista com um artista que está no Rio de Janeiro, sendo que estou no Paraná? Facebook! Fiz uma pequena busca, encontrei o artista e mandei uma solicitação de amizade (na cara dura mesmo). Poucos minutos depois recebi uma mensagem me desejando paz, alegrias e agradecendo o pedido de amizade: era de Ernane. A felicidade foi instantânea, pois além do artista possuir toda a alegria e leveza que suas obras nos transmitem, a possibilidade da entrevista estava bem próxima de se concretizar.

Se concretizou… E hoje eu lhes apresento, com muito orgulho (e muita alegria), a entrevista que fiz com Ernane, um artista que nos transmite paz mesmo a km de distância.

Blog Venturarte: Quem é Ernane Cortat?

Ernane Cortat – Acho difícil falar de si mesmo. Só sei que é uma pessoa que quer seguir fazendo seu trabalho sem pensar em competição, sem passar por cima de nada e de ninguém, respeitando o máximo todo ser humano.

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Blog Venturarte: Quando você se descobriu como artista?

Ernane Cortat – Já pintava há um certo tempo, mas não acreditava muito e sem eu saber meu irmão me inscreveu em 2 salões de arte na época muito importantes e eu fui premiado nos dois… Mesmo assim fiquei inseguro. Só quando tive coragem de abandonar a profissão de Psicólogo para fazer da arte o meu ofício acreditei que realmente a arte era o que queria, mas não deixando de amar a Psicologia, que é muito importante na minha vida.

Blog Venturarte: Por que optou pela arte “naif”?

Ernane Cortat –  Não foi uma opção, desde o primeiro quadro era isso que queria. Todas as artes são irmãs e a arte naif veio de uma forma que não sei explicar, chegou, ficou e creio que vamos seguir juntos pela vida toda.

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Blog Venturarte: O que você pensa enquanto está produzindo seus trabalhos?

Ernane Cortat –  Quando pego a tela em branco sempre escrevo algo para quem um dia ficará com ela: uma poesia, um pedido que leve alegria, harmonia para onde for sua morada… Pinto em cima e vou pintando o quadro sempre pensando nisto. Quando fica pronto, acredito que não existe quadro pronto, pois pode-se sempre continuar, falo para ele: Vai alegrar a casa, a vida de quem te escolher!

Blog Venturarte: Seus trabalhos são muito ligados à diversidade de cores. Isso é proposital ou é algo que você faz involuntariamente?!

 Ernane Cortat – Gosto de muito de cores alegres. Elas vem, não programo muito um quadro. Às vezes penso uma coisa e ele toma outra direção e assim são as cores, vem e vão com toda a liberdade. Elas são donas da tela, eu obedeço.

Blog Venturarte: O que você procura retratar nos seus trabalhos? Existe alguma inspiração específica ou é algo momentâneo?

Ernane Cortat –  Procuro retratar, a alegria, a felicidade, a Paz, o melhor da vida, tento passar isto o tempo todo

Blog Venturarte: Como é o seu processo criativo até finalizar uma obra?

Ernante Cortat – Meu processo criativo não tem muita coisa planejada, faço o fundo da tela e deixo acontecer. A inspiração vem e vai acontecendo até achar que devo parar, como falei acredito que sempre pode-se continuar.

Blog Venturarte: Onde o leitor – e admirador do seu trabalho, assim como eu – pode encontrar as suas obras?! Você mantém um esquema de vendas?

Ernane Cortat – Minhas obras podem ser encontradas no Rio de Janeiro, São Paulo, Tel Aviv e Nova Yorque (onde trabalho com galerias fixas há muito tempo) ou comigo. O esquema de venda comigo é diferenciado do valor de galerias. Divido em 3 vezes, ou a negociar…

Blog Venturarte: Para finalizar, o que a arte significa na sua vida?

Ernane Cortat – Tudo, é meu ofício, a minha vida, o meu prazer, a minha Paz.

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Como puderam perceber, as obras são ricas em detalhes e, devido à dedicação singular de Ernane, também são repletas de  espiritualidade!
Quer ter uma obra de Ernane nas paredes da sua casa ou do seu escritório? Entre em contato om ele pelo e-mail ercortat@gmail.com ou pelo celular (oxx21) 99257-7243.
Para conhecer outras obras do artista, clique nesse link. 

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 Obs.: As informações técnicas a respeito da definição da arte naif foram baseadas no texto do site História da Arte.