“Real Life Instagram”, por Bruno Ribeiro.

Como não amar uma fotografia?!

Tecnicamente falando, a fotografia é a técnica de criação de imagens por meio de exposição luminosa, fixando-as em uma superfície sensível.

Com o avanço constante da tecnologia e o uso diário dos smartphones, fotografar virou parte do cotidiano até dos amadores e apaixonados pela arte.

E como não pensar no Instagram quando falamos de fotografias?! O aplicativo que desde 2010 vem colecionando usuários de todos os tipos.

Foi pensando nesse universo que Bruno Ribeiro, um publicitário brasileiro, de 35 anos, casado com a canadense Zoe Perry e que, atualmente, mora e trabalha em Londres criou o projeto chamado “Real Life Instagram”. Ele também já morou em Manchester, Madrid, Moscou e Lisboa. Corintiano, diz que sempre assisti aos jogos pela internet, mesmo quando, por culpa do fuso horário, eles passam de madrugada.

Real Life Instagram

Real Life Instagram

O projeto nada mais é do que frames montados em papel cartão, papel celofane e colocados em pontos da cidade. Bruno disse que usa os mesmos materiais que as crianças de Educação Artística usam.

Real Life Instagram

Real Life Instagram

Quando perguntamos para ele o que é o “Real Life Instagram”, Bruno respondeu o seguinte:

“Comecei o projeto nas ruas de Manchester em junho, cidade onde morava antes de me mudar para Londres. Sobre o projeto, acho que tenho dois sentimentos por trás dele: o primeiro é uma homenagem ao Instagram. Acho o app incrível, pela simplicidade do uso e principalmente por trazer a fotografia para nossas vidas cotidianas. Quantos fotos você fazia antes do Instagram? Não vale contar as férias nem festas. E quantos detalhes você realmente observava na sua cidade? No cotidiano das pessoas que passam ao seu lado? Acho que o Instagram trouxe esse olhar para gente. Fez a gente se sentir mais criativo, tentar um ponto de vista bem pessoal, um angulo ou uma foto que antes nunca havíamos pensado em tirar. Acho essa mudança de comportamento incrível. Mas por outro lado, tem um sentimento não tão positivo, para dizer o mínimo, que é nossa obsessão em estarmos conectados. Temos que deixar de olhar ao nosso redor, para checar nossos smartphones a cada 17 segundos? Fico constrangido ao ver em restaurantes casais quase que o tempo todo em seus celulares ou grupos de amigos em um bar que nem parecem amigos, pois passam mais tempo se auto entretendo do que rindo de coisas que já passaram juntos. Serio, um e-mail que talvez chegue é mais importante do que ouvir a historia do seu amigo numa mesa de bar? Talvez esse meu sentimento seja porque sou de uma geração pré-internet. Talvez quem nunca viveu sem o 3G ache isso normal. Por isso, tento de forma bem tímida e íntima, chamar a atenção de pessoas para que a vida pode, e deve, ser vivida com menos tecnologia. Não quero pregar nem dizer que existe apenas uma verdade. Mas se eu fizer a pessoa pensar um pouco a respeito, já fico feliz. Mas se a pessoa também se divertir com a instalação, seja encontrando na rua, compartilhando o blog do projeto ou mesmo fazendo fotos com seus celulares, também fico feliz. Afinal é sempre bom poder quebrar a rotina, trazer o bom inesperado para a vida das pessoas.”

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A criatividade não tem limites mesmo.

Para conhecer o trabalho de Bruno, visitem o blog do projeto “Real Life Instagram” aqui.

Ah, e claro, não esqueça de curtir a página do Blog Venturarte no Facebook para ficar por dentro das nossas atualizações.

Até a próxima,

Bárbara.

 

 

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A arte naif de Ernane Cortat

Espontânea, autêntica e até ingênua. Assim começa a (quase) definição da arte naif, uma categoria artística que foge da classificação de “escola” e que preza pela liberdade de expressão do artista: é a partir da arte naif que ele poderá fazer as suas obras de modo instintivo e, assim, expandir o seu universo particular.

Também chamada de arte primitiva, a naif é uma forma de expressão que não procura se encaixar nos moldes acadêmicos, tendências modernistas ou mesmo no famoso – e batido – conceito de arte popular. Ela é muito próxima da arte infantil, daquela que não exige uma técnica propriamente dita mas, mesmo assim, não parece coisa de criança!

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Complexa de definir, mas facilmente feita pelos artistas, a arte naif traz uma alegria aos olhos de quem a vê. A paleta de cores utilizada é vasta (além de ser uma categoria marcante) e nas obras, a composição plana e bidimensional retrata a simplicidade figurativa da arte naif. Nela não existe uma perspectiva geométrica… Na verdade, a simples composição das cores e imagens simétricas já cumprem o seu papel de fazer arte!

A arte naif começou a surgir pelas obras de Henri Rousseau. Sem nenhuma formação técnica na arte, durante a sua primeira exposição, Henri foi extremamente criticado pelos críticos de arte da época por não seguir nenhuma composição certa e/ou perspectiva de desenho… As cores também eram motivo de polêmica: onde já se viu um artista ignorar as regras e “jogar” as cores de modo arbitrário?

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O que antes era polêmica virou tendência. Ok, a palavra tendência não se encaixa muito bem no contexto quando o assunto é arte naif… Mas a verdade é que os artistas do mundo todo passaram a usar alguns elementos do naif e, assim, popularizaram essa nova perspectiva artística. No Brasil, por exemplo, a adesão foi tão grande que até um museu específico foi criado: o MIAN, Museu Internacional da Arte Naif do Brasil (localizado na cidade do Rio de Janeiro).

E é no Rio de Janeiro que um dos maiores nomes da arte naif no Brasil faz as suas obras. Ernane Cortat é um artista plástico que aderiu a arte naif assim, sem razões específicas… Foi algo espontâneo, mas que deu – e ainda dá – muito retorno! Extremamente espiritualizado e ligado às artes, Ernane é o exemplo perfeito daquilo que é naif: agradável, leve e com muita alegria pra dar e vender.

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Eu me encantei pela arte de Cortat logo de cara e na hora eu soube que queria passar tudo isso para os leitores do Blog Venturarte! Pensei em como eu poderia trazer a essência da arte de Ernane para cá e no meio de tantas ideias, pensei numa entrevista. Mas como fazer uma entrevista com um artista que está no Rio de Janeiro, sendo que estou no Paraná? Facebook! Fiz uma pequena busca, encontrei o artista e mandei uma solicitação de amizade (na cara dura mesmo). Poucos minutos depois recebi uma mensagem me desejando paz, alegrias e agradecendo o pedido de amizade: era de Ernane. A felicidade foi instantânea, pois além do artista possuir toda a alegria e leveza que suas obras nos transmitem, a possibilidade da entrevista estava bem próxima de se concretizar.

Se concretizou… E hoje eu lhes apresento, com muito orgulho (e muita alegria), a entrevista que fiz com Ernane, um artista que nos transmite paz mesmo a km de distância.

Blog Venturarte: Quem é Ernane Cortat?

Ernane Cortat – Acho difícil falar de si mesmo. Só sei que é uma pessoa que quer seguir fazendo seu trabalho sem pensar em competição, sem passar por cima de nada e de ninguém, respeitando o máximo todo ser humano.

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Blog Venturarte: Quando você se descobriu como artista?

Ernane Cortat – Já pintava há um certo tempo, mas não acreditava muito e sem eu saber meu irmão me inscreveu em 2 salões de arte na época muito importantes e eu fui premiado nos dois… Mesmo assim fiquei inseguro. Só quando tive coragem de abandonar a profissão de Psicólogo para fazer da arte o meu ofício acreditei que realmente a arte era o que queria, mas não deixando de amar a Psicologia, que é muito importante na minha vida.

Blog Venturarte: Por que optou pela arte “naif”?

Ernane Cortat –  Não foi uma opção, desde o primeiro quadro era isso que queria. Todas as artes são irmãs e a arte naif veio de uma forma que não sei explicar, chegou, ficou e creio que vamos seguir juntos pela vida toda.

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Blog Venturarte: O que você pensa enquanto está produzindo seus trabalhos?

Ernane Cortat –  Quando pego a tela em branco sempre escrevo algo para quem um dia ficará com ela: uma poesia, um pedido que leve alegria, harmonia para onde for sua morada… Pinto em cima e vou pintando o quadro sempre pensando nisto. Quando fica pronto, acredito que não existe quadro pronto, pois pode-se sempre continuar, falo para ele: Vai alegrar a casa, a vida de quem te escolher!

Blog Venturarte: Seus trabalhos são muito ligados à diversidade de cores. Isso é proposital ou é algo que você faz involuntariamente?!

 Ernane Cortat – Gosto de muito de cores alegres. Elas vem, não programo muito um quadro. Às vezes penso uma coisa e ele toma outra direção e assim são as cores, vem e vão com toda a liberdade. Elas são donas da tela, eu obedeço.

Blog Venturarte: O que você procura retratar nos seus trabalhos? Existe alguma inspiração específica ou é algo momentâneo?

Ernane Cortat –  Procuro retratar, a alegria, a felicidade, a Paz, o melhor da vida, tento passar isto o tempo todo

Blog Venturarte: Como é o seu processo criativo até finalizar uma obra?

Ernante Cortat – Meu processo criativo não tem muita coisa planejada, faço o fundo da tela e deixo acontecer. A inspiração vem e vai acontecendo até achar que devo parar, como falei acredito que sempre pode-se continuar.

Blog Venturarte: Onde o leitor – e admirador do seu trabalho, assim como eu – pode encontrar as suas obras?! Você mantém um esquema de vendas?

Ernane Cortat – Minhas obras podem ser encontradas no Rio de Janeiro, São Paulo, Tel Aviv e Nova Yorque (onde trabalho com galerias fixas há muito tempo) ou comigo. O esquema de venda comigo é diferenciado do valor de galerias. Divido em 3 vezes, ou a negociar…

Blog Venturarte: Para finalizar, o que a arte significa na sua vida?

Ernane Cortat – Tudo, é meu ofício, a minha vida, o meu prazer, a minha Paz.

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Como puderam perceber, as obras são ricas em detalhes e, devido à dedicação singular de Ernane, também são repletas de  espiritualidade!
Quer ter uma obra de Ernane nas paredes da sua casa ou do seu escritório? Entre em contato om ele pelo e-mail ercortat@gmail.com ou pelo celular (oxx21) 99257-7243.
Para conhecer outras obras do artista, clique nesse link. 

Não esqueça de curtir a página do Blog Venturarte

 Obs.: As informações técnicas a respeito da definição da arte naif foram baseadas no texto do site História da Arte.

Amora Cupcakes: do sonho à realidade

Eles não são apenas bolinhos… São decorados, coloridos e deixam qualquer um com água na boca. E não se engane: eles podem ter muito mais recheio do que os bolos maiores! De tão deliciosos, até as fadas já se meteram no meio da história, pois no seu início eles eram chamados de fairy cakes (bolos de fada, em português).
Já sabe do que estou falando?! Se pensou em cupcakes, os tradicionais bolinhos ingleses, está certo.

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Cupcake sabor Banoffe. Foto por Pam Guedes.

Cupcakes são bolinhos originários da Inglaterra. Mas o sucesso deles começou quando se tornaram populares nos Estados Unidos. Lá, a massa tradicional de baunilha e cobertura de foundant perdeu o seu espaço e os deliciosos recheios começaram a surgir.

É claro que a coisa não podia parar por ali… Os cupcakes “dominaram” as cozinhas do mundo todo e até no Brasil ganharam toques e detalhes especiais.

Na cidade de Cascavel não é diferente. Carol Freire, uma bacharela em Direito que não atua na área, deu aos cupcakes os seus toques! Da cozinha da “Amora Cupcakes” surgem sabores como chocomenta (chocolate com menta), dois amores (brigadeiro branco e preto), paçoca, cereja e morango com brigadeiro, creme de avelã com brigadeiro branco… É um sabor mais delicioso que outro (e capazes de agradar todos os gostos).

Mas a verdade é que Carol não trabalha sozinha… É isso mesmo! Por lá, a magia acontece a partir das mãos de duas pessoas apaixonadas pelos tais bolinhos: dela e do seu marido, Fábio Freire. É na cozinha da casa deles que os cupcakes ganham forma, cobertura e recheio. E tudo de uma maneira extremamente caprichosa (e pra lá de deliciosa).

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Foi há alguns meses que essa história toda começou. Bom, na verdade, foi há mais ou menos 6 anos. Mas quem sou eu pra contar tudo isso?! Decidi ir até a Carol para pegar as informações direto da fonte e, olha, além de sair de lá com uma entrevista que tirou todas as minhas dúvidas, saí com três cupcakes que fizeram o meu final de semana mais doce.

Carol começou contando que tudo surgiu a partir de um sonho. Há mais ou menos seis anos, ela e sua cunhada conheceram a moda dos cupcakes e decidiram experimentar. A tentativa não foi fracassada, mas também não teve muito sucesso. “Naquela época, em Cascavel não tinha material para fazer os cupcakes e o que tinha era muito caro! Nós realmente achamos que era mais um sonho que ficaria no papel” contou ela. Mas elas se enganaram… A realização pode ter tardado, mas veio com tudo.

Há nove meses, Carol começou a trabalhar efetivamente com os cupcakes. A produção aumentara, os produtos eram encontrados com mais facilidade e a demanda também ficou maior! O incentivo para que aquele sonho antigo voltasse a ser experimentado surgiu quando uma de suas amigas começou a fazer Gastronomia. Elas se juntaram e dessa parceria surgiu a vontade – e a coragem – de investir nos bolinhos.

Mas esse não foi o início. O desejo pela culinária pode ter vindo de memórias da infância. Afinal, uma presença constante na sua vida também era ligada à arte de fazer comida. “É de sangue… Minha mãe sempre trabalhou com comida e eu cresci vendo isso!” declarou ela.

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Cupcake sabor Chocomenta

Hoje a produção depende das encomendas. Carol e o seu marido investem tempo nos cupcakes quando os pedidos são feitos e praticamente todos os finais de semana (ou quinzenalmente) a cozinha do casal fica tomada por formas, forminhas, panelas com brigadeiro e saquinhos de confeiteiros. Ela contou que mesmo com pouco tempo em exercício, já dá pra ter uma noção da preferência do público. “São três sabores que fazem mais sucesso: de dois amores, que é, na verdade, recheio de brigadeiro puro; banoffee, que é mais ou menos uma criação minha, cuja receita original é de uma torta, mas decidimos trazer para os cupcakes e o de paçoca (que é um dos favoritos)” contou a proprietária do Amora Cupcakes. Mas além desses, também existe um que ainda está no plano das ideias. “O sabor que está em criação será lançado no ano que vem, mas é surpresa” disse Carol com um tom de mistério e animação.

Numa cidade onde a demanda por cupcakes está cada dia maior, é preciso ter um diferencial em relação à concorrência e para isso, o casal Freire não mede esforços. “Tentamos usar produtos de boa qualidade e, principalmente o chocolate e o creme de avelã, são vindos de outros lugares. Então, basicamente, são produtos importados” relatou Carol.

Mas o diferencial não diz respeito apenas aos produtos importados, aos sabores incríveis ou às viagens para lá e para cá… Lá, o foco não é direcionado apenas aos cupcakes. Carol também faz os famosos “naked cakes” (ou bolo pelado em português). Como em Cascavel ainda não existe um local especializado nesses bolos, a Amora Cupcakes se torna ainda mais autêntica e cheia de delícias.

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Naked Cake

Sobre o nome do empreendimento, a história é meiga. Enquanto Carol e sua cunhada assistiam ao filme “A era do Gelo 3”, uma cena chamou a atenção: os personagens buscavam um sinal para nomear o filho do Mamute, que estava prestes a nascer. No meio das procuras, encontraram uma amora e assim ficou. As duas se encantaram e logo que a ideia dos bolinhos ressurgiu, Amora Cupcakes pareceu o nome perfeito. O tal cupcake de amora existe, mas como a dificuldade para achar essa fruta na cidade é grande, o sabor ainda está em teste.

Sobre o crescimento do empreendimento, Carol deve muito à internet e aos amigos. Isso porque não havia um investimento sólido na divulgação e tudo era feito por meio das redes sociais e também pelo tradicional “boca a boca”. Mas hoje a Amora Cupcakes cresceu e tem até um cartão de visita próprio! Isso só demonstra uma coisa: existem muitas chances para a ideia ficar ainda mais efetiva. Prova disso é que os alimentos criados na cozinha do casal Freire já viajaram até para Curitiba. Na semana em que a entrevista foi realizada, Carol estava separando alguns produtos para levar até a capital.

E as encomendas não são pequenas, não… A Amora Cupcakes já deixou vários eventos mais doces com os seus produtos. Casamentos, festas de aniversário, chás de bebês/panelas/lingerie e outras comemorações já tiveram seu cardápio incrementado com os cupcakes e naked cakes produzidos por Carol e Fábio.

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Cupcake sabor Dois Amores

No meio dessa história toda, uma hora tive que me despedir… Mas antes disso, perguntei para Carol o que, para ela, significa entrar numa cozinha e estar livre para criar. A resposta não podia ser diferente. “É uma mistura de sentimentos: uma realização (por saber que é um sonho que eu sempre tive) e, como eu digo para o meu marido e alguns amigos meus, também é uma terapia. Eu posso estar extremamente estressada, mas tenho que deixar todo o estresse de lado antes de entrar na cozinha… Senão não dá ponto na massa, não dá ponto na ganache! Então eu preciso relaxar para entrar na cozinha. Eu já entro sabendo que terei um tempo meu para fazer o que amo. E como faço com o meu marido, também é um momento em que estamos juntos. Ele é super parceiro e é muito bom fazermos as coisas juntos” relatou Carol.

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Se você quer ter o seu evento mais doce com os cupcakes e naked cakes produzidos na Amora Cupcakes, entre em contato pelo telefone (45) 9116-4090. Também é possível fazer os seus pedidos pela página no Facebook  (e é lá que Carol publica novidades a respeito das produções).

E você já está sabendo sobre o nosso sorteio comemorativo de um ano de existência do Blog Venturarte?! O “prêmio” é um copo de porcelana LINDO da Coca Cola e 4 cupcakes da Amora. Não perca a chance de participar. Dê uma olhada na página do Blog Venturarte e saiba mais informações a respeito.

Café Com Prosa – cultura, arte e (muita) cafeína

Dei os meus primeiros passos na trilha de “tijolos” amarelos. Enquanto caminhava até a porta, observava o meu redor: mesmo na grama, as mesas, cadeiras e caixas cheias de livros se faziam presentes. Agora, já na parte coberta da casa, entrei e percebi que ninguém estava ali. Pedi licença. Não houve resposta. Dei uma forçada na voz e disse um “oi” meio tímido. Uma senhora, que estava nos fundos do local, apareceu. Perguntei pela Thamara (tinha sido com ela que marquei a conversa) e a mesma senhora disse que ela estava ali e que já falaria comigo. Esperei e poucos segundos depois, Thamara surgiu atrás de mim. Com os pés descalços, ela pedia desculpas peça bagunça enquanto seus olhos procuravam um espaço para conversarmos.

Comecei perguntando o que exatamente é o Café Com Prosa, que inaugurará no próximo dia nove (sábado) e que está localizado na Rua Riachuelo, nº 2509, na cidade de Cascavel/PR. Thamara sugeriu que subíssemos até o espaço do Brechó Explota Corazón para que a conversa fluísse melhor (e novamente pediu desculpas pela bagunça que, na verdade, pouco me incomodava). Subimos as escadas e enquanto eu me ajeitava no sofá, Thamara me deu três flyers que explicam alguns aspectos do Café Com Prosa. Dei uma olhada rápida, troquei algumas palavras com Érica, proprietária do Explota, e questionei: “mas então, Thamara… Qual é a proposta do Café?”. Resolvemos descer as escadas e pouco tempo depois estávamos sentadas em outro sofá, o sofá do Café Com Prosa.

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Não seria exagero declarar que o Café Com Prosa é, na verdade, a realização de um sonho. Sonho que pertence a Thamara, mas também a Laís Laíny, jornalista que abraçou a causa da cultura em Cascavel. A parceria entre as duas surgiu de um modo inusitado: elas não se conheciam há muito tempo, mas enquanto Thamara jogava o tão famoso “Super Mario Bross” durante uma festinha em sua casa, pensou em finalmente realizar um desejo antigo, o de abrir um local voltado à cultura. Como o ditado afirma que quem anda sozinho pode ter sucesso, mas quem vai acompanhado vai mais longe, a parceria com Laís pareceu conveniente e daí começaram as ideias que passaram a ser traçadas em conjunto.

Cansadas de ouvir que Cascavel é a “cultura da soja” e que aqui não existe arte, as duas mulheres resolveram dar uma estrutura sólida a um local que pudesse comportar a arte que realmente existe aqui (escondida ou não). Elas começaram com intervenções artísticas que ocorreram nos bairros da cidade, mas isso ainda não era suficiente… Em meio aos artistas que estavam sempre por perto, a necessidade de criar um espaço cultural se fez ainda mais necessário. A ideia foi compartilhada e acatada: os artistas – e os amigos das duas mulheres que resolveram realizar um sonho antigo – prometeram apoio ao que seria o Café Com Prosa.

“A proposta aqui é diferente… O que nós queremos é criar um espaço alternativo mesmo! Não sei se você viu, mas aqui até Nárnia tem” disse Thamara enquanto ria discretamente. Mal sabia ela que o primeiro detalhe que percebi dentro do Café era a plaquinha dizendo “Nárnia” em cima de um armário que separava o ambiente da literatura do bar. Mas ao contrário da história das crianças que entram num armário e vão parar num mundo fantástico, no Café Com Prosa, essa fantasia literária não começa apenas depois que passamos pelo armário… Todo o ambiente é repleto de livros separados em categorias alternativas (lá tem até livros da Filosofia do Direito de Foucault, mas o nome da categoria passa longe do velho e passado “espaço jurídico”).

As caixas, as paredes coloridas e os tecidos estampados que ficam pendurados do teto até o chão também provocam olhares atentos aos que entram no Café Com Prosa pela primeira vez. Thamara explicou que tudo é fruto da reutilização, exceto os utensílios que darão sabor e sustância aos cafés (gelados e quentes) e alimentos que serão servidos lá. A pia e a louça foram compradas de primeira mão e mesmo assim, o tom alternativo proposto por Thamara e Laís não é deixado de lado: as xícaras, pires, taças e pratos ficam acomodados numa cristaleira que parece aquelas que as vovós costumavam ter na sala de casa.

A quantidade de livros no local é significativa e Thamara disse que um dos objetivos é deixa-los acessível a um grande número de pessoas. “As livrarias da cidade são muito caras ou possuem poucas opções. Aqui no Café Com Prosa, a pessoa poderá ler enquanto toma uma bebida agradável ou alugar um ou mais livros que estão disponíveis aqui” contou Thamara, entusiasmada. O próprio flyer do Café, aquele que recebi logo no início da conversa, conta um pouquinho sobre a ideia do incentivo a leitura: “Quem não tem dinheiro pra comprar um livro, aluga. Quem não tem dinheiro pra alugar, lê enquanto aprecia um bom café”.

Mas além da arte e da cafeína, o Café Com Prosa também irá trazer atrações musicais e teatrais para o local. Enquanto Thamara me explicava essa parte da proposta, por coincidência (ou não), Adriano dos Santos Brandão, também conhecido como Palhaço Tupisco, entrou no espaço que no próximo dia 9 será o Café. Reconheci o ator. “Esse é o artista nº 1 aqui do Café Com Prosa” disse Thamara. Adriano riu e disse que estava animado com a inauguração. Na verdade, todos ali (inclusive eu) estavam animados não apenas com a inauguração em si, mas com a abertura de um local que propõe cultura, arte e boa música combinadas com boas companhias e ótimos cafés.

Me despedi de Adriano e Thamara. Enquanto me encaminhava até a porta do futuro Café Com Prosa, observei novamente a placa que dizia “Nárnia” em cima do armário. Sorri e saí do local da mesma maneira que entrei: caminhando pela trilha de “tijolos” amarelos.

Não esqueça: a inauguração é dia 9 de novembro e começará às 14 horas. Curta a página do Blog Venturarte e, claro, do Café Com Prosa.

Continue Curioso – Entrevista

Durante grande parte da minha vida ouvi a seguinte frase “escolha algo que goste para ser o objeto do seu trabalho, pois assim será feliz e não terá que trabalhar um dia sequer”. O conselho dos meus pais foi sábio, mas mesmo assim, quando cheguei à fase de fazer escolhas que influenciariam diretamente no meu futuro – inclusive o profissional – me vi numa sinuca: mesmo sabendo com o que eu gostaria de trabalhar, não tinha a menor ideia sobre qual caminho eu deveria seguir.

Em meio a essas incertezas, fiz aquilo que todo adolescente em dúvidas costuma fazer: prestei vestibular para diversos cursos de diversas áreas, dentre os quais estavam jornalismo, publicidade, direito e até mesmo medicina. Passei em tudo (menos Medicina, cof cof) e a minha primeira escolha era a mais difícil: ao invés de eu simplificar e escolher apenas uma opção, TODAS pareciam plausíveis, afinal eu sempre quis ser jornalista já que escrever é algo que eu sempre gostei muito de fazer, sem contar que documentar fatos é uma ideia bem atraente. Quanto à Publicidade? Ah, Publicidade é tão legal, não é mesmo?! Criar peças publicitárias, trabalhar diariamente com a criatividade… E o Direito? Gente, Direito é demais! Peticionar, analisar, julgar, saber das leis e poder participar de todos os fatos cotidianos sabendo se cabe ou não algum processo… Ah, isso é genial!

É… Eu estava perdida! Acontece que o período de matrículas das faculdades estava chegando perto do fim e diante daquela louca vontade de sair logo do ambiente chamado de cursinho que cheguei a apelidar de manicômio estudantil escolhi o curso que, em tese, me daria estabilidade e me abriria diversos caminhos: Direito.

Hoje estou no segundo ano da faculdade e não me arrependo de ter seguido esse caminho… Gosto do curso e passei a me enxergar trabalhando com isso no futuro, mas admito: a sede, o amor e a paixão pelo Jornalismo não me deixou (tanto que hoje estou cuidando de todos os trâmites legais para que eu possa iniciar o curso de Jornalismo em 2014, continuar Direito e ainda assim não perder muito tempo com matérias repetidas e/ou grades que não batem).

Digo com alegria que estou correndo atrás de dois sonhos: conhecer o Direito e trabalhar com o Jornalismo. Quem sabe eu tenha feito o caminho inverso, mas pelo menos, mesmo depois de 2 anos, acordei e percebi que não é só o Direito que vai me dar a oportunidade de ser feliz e de “não trabalhar um dia sequer”.

Se você é (ou não) uma pessoa bem decidida na vida e que vem até o venturarte para ler post’s sobre arte, deve estar se perguntando por que eu contei uma breve história da minha vida sendo que ela está bem longe de ser artística (cabe dizer que eu discordo… dúvidas são sempre bons assuntos para criar arte haha). A verdade é que, por ora, as minhas indecisões realmente não são arte, mas a ideia de que estou correndo atrás da realização dos meus sonhos vai de encontro a um projeto que tem tudo a ver com sonhos, profissões, vocação, felicidade e ARTE!

Continuecurioso é definido como uma web série documental sobre buscas e questionamentos humanos. Os produtores conversam com pessoas que se desprenderam de um jeito convencional de levar a vida pra caminhar em direção ao desconhecido. Documentando a história de sujeitos que deixaram vidas corporativas e profissões convencionais para adentrarem no desconhecido, no mundo daquilo que realmente traz felicidade.
Sei que minha transição Direito – Jornalismo não foge dos padrões normais, mas me inspirei com os relatos contados pela web série e, como sempre (não negando meus instintos jornalísticos), fui atrás das informações direto da fonte e entrevistei, de forma breve e informal (já que não sou jornalista AINDA), uma das diretoras do projeto, a Juliana Mendonça.

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Venturarte:  Quem está por trás do continue curioso?

CC – Juliana Mendonça – diretora da web série – 26 anos – redatora e film maker (graduada em Publicidade e Propaganda, trabalhava fixa em uma agência de publicidade, hoje é freelancer)

Cristiane Schmidt – diretora de fotografia da web série – 26 anos – artista, fotógrafa e film maker (Graduada em Artes Visuais, com ênfase em Fotografia, trabalhava fixa em estúdio de fotografia, hoje é freelancer)

Fora a pequena equipe talentosa que são os amigos e familiares de cada uma.

Venturarte: Da onde surgiu a inspiração para criar uma web série inteiramente voltada à temática ligada às pessoas que largaram suas vidas “convencionais” para irem atrás dos seus sonhos? 

CC – A ideia do projeto surgiu da minha vontade, Juliana Mendonça, e da vontade da Cristiane Schmidt, de falarmos sobre novas maneiras de trabalho e novas maneiras de enxergar o trabalho. As duas como freelancer já estavam vivendo esse caminho profissional pouco conhecido e muitas vezes visto como um plano B. a gente queria saber: tem mais gente seguindo esse caminho desconhecido? Quem são? O que pensam sobre trabalho? Será que é só uma tarefa pra trazer dinheiro e nada mais?

É o que queremos descobrir através dos episódios. Emprego é assunto delicado! Cada um tem sua visão e nós adoramos isso. O que queremos incentivar é o senso de curiosidade e questionamento dentro ou fora de uma empresa. Queremos que as pessoas conversem sobre o que pensam e o que sentem.

Venturarte: As histórias que foram contadas até agora surgiram através da indicação das pessoas que conhecem o projeto?

CC – Até agora fomos atrás de histórias próximas, de pessoas que nós conhecemos.
A primeira que foi uma indicação é o quarto episódio, como o casal jaque e eme (criadores do site Hypeness e “casal sem vergonha), eles se indicaram através do site, mas recebemos muitas histórias e temos a intenção de selecionar algumas pra contar.

Venturarte: Uma coisa em comum dentre todas os vídeos postados no site até agora é que todos os “personagens” deixaram de lado uma vida corporativa para, de alguma maneira, seguirem o caminho da arte (fotografia, arte plástica, moda, criação de sites e culinária). De certo modo, os criadores do continue curioso também tem esse ponto comum? Uma vida corporativa também foi deixada de lado para que a dedicação fosse voltada a criação da web série?

CC – Sim. A web série é um dos nossos projetos. Em paralelo temos outros, separadamente. Ainda trabalhamos para empresas, mas como freelas.
Gostamos de resumir dessa maneira: o que queremos é contar boas histórias sobre pessoas que se questionam profissionalmente. Se elas largaram ou não largaram tudo, não é importante. Procuramos histórias sinceras que mostrem o quanto um trabalho pode afetar a vida pessoal. Nós, por exemplo, quando começamos, estávamos no processo de arriscar algo novo, sair de um trabalho fixo pra começar um trabalho mais autoral. É isso que torna o projeto verdadeiro, pois estamos falando de algo que nós também vivemos. O interessante é que podemos mostrar diferentes pontos de vista. Incentivamos e somos incentivadas ao mesmo tempo.

Venturarte: Na página do face, os comentários das pessoas que dizem “a web série me inspirou” são muito comuns. Era esse impacto que vocês pretendiam causar? Pra além disso, quais são os objetivos gerais do continue curioso?

 CC – Na verdade a gente não tinha pretensão de causar nenhum impacto [risos]. Mas, sim, incentivar, mostrar que é possível de uma maneira positiva é a intenção.

Sobre o objetivo do cc podemos dizer que queremos continuar fazendo episódios cada vez melhores e nos divertindo e aprendendo durante o processo. O desejo é que seja o nosso trabalho em período integral, e pra isso precisamos de parceiros, algo que estamos buscando.

Venturarte: Pra finalizar, por quê o nome “continue curioso”?

 CC – Achamos interessante que as pessoas ouçam suas inquietações internas e cheguem à conclusão do que precisam em determinado momento. Será que jogar tudo para o alto vai resolver tais inquietudes? Ou reclamar timidamente sobre a profissão, ali, entre colegas na hora do almoço, vai dar em algo? As respostas pra essas perguntas são muito particulares. Seria muito bom se cada um parasse pra pensar na própria história e aí, então, questionasse o ambiente de trabalho, a forma de se trabalhar, o próprio chefe etc. Isso é continuarcurioso.

Sem saber muito bem o porquê, entendemos que quando é o próprio destino que tá em jogo ninguém entra pra perder. O avesso das coisas é que descobertas são feitas no trabalho, nas pessoas próximas e principalmente em si mesmo. Não sabemos qual jeito é o melhor ou se existe um jeito certo. Durante o caminho pra achar respostas, o que encontramos foram perguntas e não importa quais foram, o que importa é que a gente ainda segue perguntando.

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Seguir perguntando e continuar curioso: é esse o resumo da história (e do projeto).

Hoje, 26 de agosto, saiu a prévia do episódio que vai contar um pouco da história do “bardo e o banjo” o trio que tem como fundador um jovem que deixou o convencional de lado para se dedicar à música.

Para ver mais vídeos você pode acessar o canal do projeto (nesse link) e saber mais sobre a ideia do projeto através da fan page (nesse link).

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Pequenas satisfações humanas em formato ilustrativo

Passar cotonete no ouvido, espirrar, sentar em cima das mãos durante os dias frios, tirar um cochilo revigorador, escutar sua música favorita quando você menos espera, estourar plástico bolha… Qual é o mero mortal que nunca sentiu um pequeno prazer ao se encontrar em meio a uma dessas situações?! São momentos que nos fazem sentir aquela pontinha de satisfação que, mesmo vindo de coisas pequenas e tidas como insignificantes por alguns, acabam fazendo com que um sorriso discreto tome lugar nas nossas faces.

Prazeres, satisfações, alegrias… qualquer que seja o nome ao qual você se refere, uma coisa é certa: você irá se identificar com as ilustrações publicadas na página que já no nome descreve sobre o que se trata, “Pequenas satisfações humanas”.

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Para tentar entender um pouco mais sobre essa proposta – que mesmo envolvendo um assunto um tanto quanto subjetivo, consegue ‘decifrar’ pelo menos uma parte do seu público -, resolvi entrar em contato com a ilustradora responsável pelas imagens da página que nos descreve e nos faz rir (já que ela nos faz perceber que essas nossas satisfações, que pensamos ser tão particulares, são, na verdade, quase que universais).

A criadora da página que reúne nossas pequenas satisfações se chama Bianca Pinheiro. Residente em Curitiba, ela trabalha com a ilustração de modo profissional e nessa entrevista ela nos contou um pouco sobre ela, seu trabalho e a sua intenção com o projeto em questão.

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Quem é Bianca? 

Eu moro em Curitiba, trabalho com ilustração há mais de três anos (tenho um emprego fixo, na verdade), e busco ampliar meus horizontes com freelas de ilustração e produção das minhas histórias em quadrinhos pessoais. Sou formada em Design Gráfico e pós-graduada em História em Quadrinhos. Fiz ainda 2 anos de Letras, mas desisti no caminho. Eu gosto de quadrinhos, de livros, de música e de pessoas gentis.

Como e por quê você começou a ilustrar?

Desenho desde criança. Como quase todo ilustrador, penso eu, eu apenas não parei de desenhar quando cresci. Profissionalmente eu comecei há três anos atrás, só, quando fui contratada como ilustradora pela primeira vez. E eu obviamente gosto muito de desenhar.

Como surgiu a ideia de criar espaços na internet voltados apenas à ilustrações que retratam “pequenas satisfações humanas” ?

Surgiu de uma HQ que eu fiz para meu outro blog, em parceria com outros três quadrinistas, chamado The Flying Cow Fever (ou A Vaca Voadora). Aqui o endereço: http://avacavoadora.tumblr.com/

 Eu fiz essa HQ (http://avacavoadora.tumblr.com/post/54597877637) nesse blog. E ela logo começou a ser compartilhada em vários lugares (o Depósito de Tirinhas a pegou pra compartilhar e obteve mais de 19 mil compartilhamentos). E eu já pensava em dar continuidade a ela (fazer o número 2, o 3, etc, etc). Foi meu marido quem sugeriu que eu fizesse um site dedicado somente a isso. E foi uma ótima ideia!

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Você tira a inspiração das suas próprias satisfações ou já existe um público que sugere algumas delas? 

Eu comecei tirando de experiências próprias, é claro. Coisas que, pelo que pude perceber, a maior parte das pessoas sente também, em diferentes níveis e formas. As sugestões começaram imediatamente. Tenho um arquivo com mais de 50 sugestões que o pessoal me manda e vou fazendo aos poucos. Tem gente que se empolga e manda satisfações muito pessoais (risos) aí não consigo usar. Eu procuro as mais amplas, que atingem todo mundo.

Você tem pretensão de levar esse projeto pra além da internet?

Ah, a gente sempre tem, né? Sonho em fazer produtos com a temática, é claro, dos mais variados. Mas isso a gente deixa pra quando chegar a hora (risos).

Na sua opinião, qual a importância das redes sociais na divulgação da arte contemporânea?

Tem dois lados muito curiosos dessa divulgação nas redes sociais. Enquanto elas ajudam a divulgar muito melhor do que seria possível há, digamos, vinte anos atrás, por outro lado acontece e muito de pessoas só pegarem suas criações e divulgarem sem créditos, fazendo-as se perder por aí. Minha HQ foi um exemplo muito claro disso. Mas é claro que eu adoro a proximidade que as redes sociais (e o mundo virtual como um todo) trazem entre artista e apreciador. Com as minhas HQs eu sinto muito isso, a possibilidade de falar com meus leitores diretamente é maravilhosa.

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Para você, o que a arte representa na sua vida?

A arte ocupa um grande espaço na minha vida. Especialmente as artes feitas em quadrinhos. Eu acho que a arte representa de fato o que é a vida, apresentada sob diversos “disfarces” e parecendo muito mais real que textos não-artísticos poderiam alcançar. Eu acredito na arte como o modo de se fazer perceber o mundo ao nosso redor de verdade, uma maneira muito pura de se fazer sentir.

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Ao final, pedi a ela eu que resumisse em poucas palavras uma mensagem que ela quisesse transmitir aos leitores desse amado blog que fala sobre arte… Sucinta – e com um tom de despedida -, Bianca declarou:  “Citando Chris Ware no conselho mais importante do mundo: ‘Seja gentil com as pessoas’. Acho que a gentileza é a base pra tudo”.

E não é a mais pura verdade?!

Para conhecer mais sobre o trabalho de Bianca, você pode curtir a página no facebook e acessar o tumblr do projeto. Não esqueça de curtir a amada página do Blog Venturarte para ficar sempre por dentro das nossas publicações e devaneios!

O trabalho fotográfico de Larissa Dare

Nos dias atuais, fotografar é comum… é um ato que está, literalmente, ao alcance das mãos, afinal, tirar o celular de um bolso qualquer e registrar um momento é mais do que normal!

Mediante esse processo de popularização da fotografia, a arte da imagem se tornou mais acessível ao público e a ideia de fotógrafos profissionais divulgarem os seus trabalhos na internet já não é algo estranho, pois é através dela – e muitas vezes das redes sociais – que os profissionais aumentam a sua clientela.

Larissa Dare, mesmo com apenas 20 anos, é uma fotógrafa de São Paulo que se destaca no universo fotográfico não apenas por fotografar bem, mas por ter a capacidade de transmitir a essência das pessoas através de uma simples imagem.

Com um portfólio que reúne diversos projetos fotográficos de sua autoria, Larissa cedeu uma breve entrevista para que os leitores do nosso amado espaço pudessem conhecer um pouco mais sobre o seu trabalho – e também sobre ela.

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