Tô aqui pensando…

…em transformar esse blog de arte num blog só de música. Pode? ❤

 

Caros senhores e senhoras, amados leitores do Venturarte – que não me abandonam nem quando eu abandono vocês 😡 – é mentira… o venturarte continuará tendo espaço pra todos os tipos de arte! Mas, cá entre nós, está aberta a temporada da música! tchan tchan tchan.

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Pra começar essa temporada cheia das melodias e dos ritmos empolgantes – ou nem tão empolgantes assim – vamos falar de Rodrigo Amarante? Bom, é justo iniciar o texto dizendo: meu caso de amor com ele é antigo. Eu já flertava com ele nos tempos de Los hermanos. Ainda hoje, confesso, escuto o álbum “4” e me derreto ouvindo a voz desse ser. Depois, a coisa ficou mais séria… Também, o cara resolveu virar membro da tal banda Little Joy. Êta grupinho gostoso! Ouvi, curti, viciei. Nessa época passamos a andar de mãos dadas – até uns beijinhos rolavam. Ouvia suspirando de amores pela voz do Amarante – ok, suspirava pela voz linda e maravilhosa Binki Shapiro também. Mas aí surgiu o Cavalo. Sabe a história da pedra no meio do caminho? No meu caminho, era  o cavalo. Mas o animal não era empecilho… Muito pelo contrário, era tipo um cadinho de esperança, sabe?! Esperança na música brasileira! Êta Rodrigo Maravilhoso! O flerte, que havia passado para as mãos dadas e para os beijinhos esporádicos, passou pra caso de amor sério. Daqueles arrebatadores mesmo. Cavalo virou um álbum de cabeceira (se isso não existia antes, agora existe! Com licença, poética!).

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Aí hoje, cá estava eu, no aconchego do meu lar, vendo um programa de televisão que anda ganhando o meu coração (Bela Gil, beijos pra você e para a equipe – que deve ser linda – que compõe o staff do programa Bela Cozinha) quando de repente, entre uma receita de milk shake e chips de batata, ouço ele, o lindo, o poderoso, o amor da minha vida musical… RODRIGO AMARANTE ❤ Foi quase um fôlego de amor. Senti todas aquelas coisas que as menininhas bobinhas sentem quando veem o amor platônico passando por perto. Ah, Rodrigo! ❤ Resgatei toda aquela paixão que estava adormecida no meu peito e, confesso, até me dei o direito de sair deslizando pelo quarto ao ritmo de ÊêêÊ Manááá! Gente, que coisa boa. Sabe aquela história de entrar numa padaria e sentir o cheirinho do bolo que a sua avó fazia? Foi tipo isso. Mas melhor – eu pude dançar muahaha.

Ao ritmo mais brasileiro possível, fui atrás da música. Corri atrás do tal do maná (não era esse o nome daquele algodão que caiu do céu nas histórias da bíblia?) e encontrei. Foi tipo o paraíso mesmo. Dancei, me deliciei e só depois de explorar cada cm do meu quarto com as minhas deslizadas – que costumo chamar de dança – fui parar para prestar atenção no vídeo. Ah, Amarante. Morri de amores. De novo. Aí decidi vir aqui – por quê não?!. E cá estou…

Mas a coisa não para por aí… Rodrigo me conquistou de novo! Mas, agora, o motivo não era a música, e sim o texto especialíssimo publicado junto ao vídeo. E o objetivo de vir até aqui era justamente esse: mostrar que a sensibilidade, a riqueza de conteúdo e a delicadeza ainda existem. Ah, Amarante! ❤

“Essas imagens foram feitas por meu pai e minha mãe em 75 e 76 durante o carnaval em Saquarema, município do estado do Rio de Janeiro. Essas pessoas que se vêem aqui são minha família, meus pais e avós, tios, primos e amigos, gente maravilhosa, meus grandes heróis na infância. Todo ano eles formavam esse bloco chamado Saquarema de Banda. Dá pra ver muito claro porque ao invés de chamar de Banda de Saquarema eles inverteram o nome. Todos eles de banda, alguns mesmo entortados, todos palhaços, crianças em espírito. Foi assim que eu cresci e tão logo eu consegui segurar uma baqueta passei a tocar com eles no bloco. Esses foram os momentos mais felizes da minha infância e eu e minha irmã fomos pra sempre marcados por essa época, essas pessoas. Minha irmã, com quem dirigi e editei esse vídeo é hoje ritmista da Estação Primeira de Mangueira e foi pra ela que eu escrevi essa música. Maná é a graça, a benção, e Má é ela, Marcela. Esse vídeo é uma homenagem à todos que fizeram parte desse bloco, especialmente os mais velhos que faziam tudo acontecer, uma prova de que apesar de nos sentirmos muito modernos e livres no século 21 nossos pais e avós eram muito menos caretas do que somos. Bom, pelo menos os meus.”

 

Obs.: Amarante, obrigada por me ensinar a entrevistar muito antes de eu entrar na faculdade de Jornalismo! Você me inspira! (Veja esse vídeo e entenda)

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Musical “A Bela e a Fera” em Cascavel

Se você é um assíduo admirador de desenhos e contos de fadas, há de se lembrar de uma história encantadora que contava com bules, xícaras e até fechaduras falantes… Se isso não lhe traz nenhuma memória exata, tente rebuscar a clássica dança da linda princesa de vestido amarelo com uma temida fera de roupas azuis e sapatos bem requintados. Lembrou?! É isso mesmo. Hoje o post do Blog Venturarte é todo musicalizado e conta com o lindo conto da Bela e da Fera.

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No ano de 1740, um tradicional conto de fadas nascia na França. Originalmente escrito por Gabrielle-Suzanne Barbot, conhecida como a Dama de Villeneuve, a história chamada “a Bela e a Fera” (ou “a Bela e o Monstro”) passou a conquistar, aos pouquinhos, o carinho dos franceses. Dezesseis anos depois, a história contou com uma nova versão escrita por Jeanne-Marie LePrince de Beamount, que ficou responsável pelo resumo e adaptação do conto.

Com o passar dos séculos, a história da linda princesa que se apaixonou por um príncipe amaldiçoado ganhou novas versões que se adaptavam às culturas e ao contexto social de cada lugar em que ela era inserida. O objetivo de modificar para agradar deu certo, e por onde o conto passava, ele encantava pessoas das mais diversas idades e classes sociais.

Depois de ter ficado mundialmente conhecido através da adaptação feita pela Walt Disney Pictures, a história criada pela Dama de Villeneuve conquistou o coração de um grande número de pessoas e, para muitas delas, a Bela e a Fera virou um conto recheado de inspirações e lições de amor verdadeiro. Entre músicas que não saíam da cabeça das crianças e passinhos de danças que as incentivavam a dançar pela casa toda, a Bela e a Fera é um dos contos que faz mais sucesso na história dos clássicos da Disney.

Tentando trazer a magia desse clássico à cidade de Cascavel, a Nova Igreja Batista do Paraná (que já nos presentou com lindas apresentações como o “Sonho de Natal” e “O mágico de Oz”) fará apresentações desse clássico infantil que, novamente, ganha nova roupagem para que toda a família possa se divertir – e se deslumbrar – com o espetáculo musical. Contando com uma equipe de aproximadamente 100 (!) pessoas que se voluntariaram para trabalhar com som, elenco, produção, suporte, cenografia e maquiagem, a apresentação oferecerá ao público cascavelense um espetáculo completo que contará com os mais diversos ramos da arte como fantoche, dança, percussão e, claro, muita música boa.

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Dessa vez, a Igreja ficará com a peça em cartaz por vários finais de semana para que o grande público tenha o prazer de escolher a melhor data para apreciar o musical e, claro, repetir a dose quantas vezes quiser. A estreia será no dia oito de agosto (sexta-feira), às 19h45min, mas nos dias 9, 10, 15 e 16 também será possível assistir a peça nos mais diversos horários; A entrada é franca e a censura é livre. Durante todos os dias, o musical será exibido no auditório da NIBPR, que fica localizado na Rua Carlos de Carvalho, nº 3289.

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O deleite é garantido, mas a diversão ganhará espaço de destaque durante o musical, visto que as canções darão um ar especial ao espetáculo – que já tem tudo para ser mais um sucesso produzido pelos voluntários da Igreja. Não vai perder, não é?! Eu já garanti meus ingressos e se você quiser garantir antecipadamente, entre em contato com o pessoal da Igreja ou deixe seu comentário aqui no post. Com certeza logo você poderá retirar o seu convite.

“A Bela e a Fera, uma história de amor que transforma vidas”. Não perca a oportunidade… Vá transformar a sua também!

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Orquestra Diapasão se apresenta em Cascavel/PR.

Na noite desta terça-feira, 13 de agosto, Cascavel ficará mais musical! A Orquestra Diapasão, de São Paulo, estará no Teatro Emir Sfair para realizar uma apresentação ao público cascavelense.

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Foto via diapasao.net

A atração foi trazida pelo Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Oeste do Paraná) como forma de comemoração pelos seus 20 anos de existência. Considerando que a Orquestra foi criada para auxiliar grandes empresas a agirem de forma afinada e harmoniosa demonstrado todos esses aspectos através da formação musical de qualidade, essas ideias vão de encontro aos objetivos do próprio sindicato que está ligado de maneira constante à área empresarial.

Os músicos da Orquestra acabam provando, mesmo que indiretamente, que a música não tem apenas a função de ser agradável e prazerosa, já que ela também pode transmitir toda uma ideia de colaboração, trabalho em equipe e confiança naquele que divide contigo as mesmas funções, elementos tidos como importantíssimos no mundo corporativo.
Conforme colocado no site,

Frequentemente um músico se depara com situações em que:

  • Alguém quer aparecer mais…
  • Há muito “cacique” para pouco “índio”…
  • Ocorre desperdício de tempo e de material…
  • Sente-se mal aproveitado ou desvalorizado…
  • Precisa improvisar…
  • Não consegue se expressar adequadamente…

Assim como em uma formação musical, em uma empresa estes mesmos problemas podem ocorrer. Isso porque, basicamente, ambos dependem do comprometimento das pessoas para obterem os resultados pretendidos.
Se sua empresa pretende demonstrar aos colaboradores que todos precisam atuar como parceiros de trabalho para o conjunto ser harmonioso e obter sucesso, então você precisa da DIAPASÃO!

Entenda mais sobre essa ideia em:

Os ingressos devem ser retirados na sede do Sinduscon/Oeste e mais informações podem ser obtidas através do telefone (45) 3226-1749 ou do e-mail secretaria@sindusconoestepr.com.br

Você pode conhecer mais sobre a Orquestra pelo site.
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Foto via diapasao.net

 

Curiosidade do dia: Segundo o nosso amado Wikipedia, Diapasão é um instrumento metálico em forma de forquilha, que serve para afinar instrumentos e vozes através da vibração de um som musical de determinada altura. Foi inventado por John Shore (1662–1752) em 1711, trompetista de Georg Friedrich Haendel.

A inclassificável banda Letuce

O ser humano tem na sua essência a característica de estar sempre procurando definições para as coisas com as quais entra em contato e nessa história de definir tudo, elementos tidos como abstratos passam a ser objetos de definições, inclusive a arte.

Considerando que a música engloba esse nicho artístico, também tentaram defini-la e para isso foram criados os “gêneros musicais” entre os quais estão o jazz, blues, samba, bossa nova, rock, folk, indie, etc… Feitas essas separações entre um estilo e outro, a dificuldade se encontra no seguinte fato: como podemos definir um grupo musical que por si só já se declara inclassificável e diz com clareza que nem eles conseguem descrever o próprio som?! É assim com a banda carioca Letuce, que mesmo sendo complexa para ser definida, tem um som que só assim, sem delongas e descrições, é prazeroso.

Procurando esclarecer um pouco mais sobre a banda – e o nome dela -, o Blog Venturarte entrevistou Lucas Vasconcelos e Letícia Novaes, idealizadores e membros de Letuce.

Antes de começar a entrevista propriamente dita, pedi para que eles entrassem nessa onda de definições e se descrevessem, mas de um modo diferente… Como? Respondendo quem eram Letícia e Lucas antes de Letuce! Para tal pergunta, os dois responderam que “de modo resumido, Letícia era atriz, tinha uma banda de rock, Letícios, e outra de música eletrônica Ménage à Trois. Lucas era músico e fundador da banda Binario, e professor de música de metade do Rio de Janeiro”.

A história de Lucas e Letícia é até mesmo poética: ela quase sempre ia aos shows da banda binário, que eram feitos na praia, e foi em meio a esses shows que Lucas percebeu a presença destacável de Letícia. A aproximação dos dois ficou por conta de uma amiga em comum e logo que eles começaram a se conversar, surgiu uma linda história de amor. Em 2007 os dois, que descobriram que além de amigos em comum também possuíam dons musicais que poderiam ser compartilhados, viram que era muito natural compor juntos e Letuce surgiu por acaso, pois eles nunca tiveram uma pretensão especifica de criar uma banda, mas sim de reunir aquelas composições que haviam feito juntos. “Meu apelido de fotolog era Letuce. Lê ou Let me pareciam muito comum. E como na época o fotolog era o boom do momento, todos me chamavam de Letuce. Em 2007, quando Lucas e eu nos conhecemos através de uma amiga e começamos a compor na mesma hora, nos pareceu normal termos uma banda com nome de Letuce, pois todos já me chamavam assim” contou Letícia. Porém, para ela e Lucas, a banda só se oficializou em 2008, quando fizeram o primeiro show.

No ano de 2009 surgiu a ideia de gravarem um álbum e este seguiu a mesma linha inovadora de Letuce. Intitulado como “plano de fuga para cima dos outros e de mim”, foi o álbum que introduziu o som da banda para um público além daquele que ia aos shows promovidos na Cinemateque, localizado no Rio de Janeiro, promovidos todas as quintas-feiras de modo gratuito.

Em 2012 foi lançado o marco da banda: Manja Perene. Agora o que se procurava era uma linha mais profissional e diferente do primeiro, que foi gravado com o apoio de paitrocínio que financiou estúdio por um dia e equipamentos não muito bons, o segundo álbum foi financiado por meio de crowdfunding, um sistema que permite a arrecadação de dinheiro para a efetivação de projetos através de doações feitas pelo público.

Agora, em pleno segundo semestre de 2013, Lucas e Letícia já estão em fases diferentes (até porque terminaram a relação amorosa e agora focam apenas na profissional) e ambos declaram: é fácil perceber a evolução que houve entre um disco e outro. “Eu nem consigo ouvir nosso primeiro disco. Lucas também não. Que bom que marcou vida de algumas pessoas, também marcou a nossa, afinal, são nossas primeiras músicas juntos… Mas como sabemos do nosso novo potencial, aquilo já está muito distante da gente. Manja Perene foi mais bem elaborado e mais próximo da nossa verve em cena, ao vivo, nos shows” contou Letícia ao Blog Venturarte.

Sobre o esquema de colaboração que há entre os dois para que as músicas saiam do plano imaginativo e passem a alcançar as pessoas, Letícia fez uma analogia um tanto quanto engraçada dizendo que enquanto Lucas é o óvulo, ela é o esperma. Por quê? Segundo ela, “a maioria das composições nasceu de uma ideia minha de letra e melodia, e o Lucas chega e faz os arranjos, mexe nas letras… Isso não é uma regra, mas com a maioria [das músicas] foi assim”. Há algum tempo atrás, numa entrevista ao site do Som Brasil, Lucas declarou que a “Letícia ficava compondo umas letras e umas melodias malucas. E eu, que entendo mais do campo harmônico, transformava aquilo em música” e essa informação, segundo Letícia, ainda procede.

A respeito de futuros projetos, ambos contaram que já tem composições para um terceiro álbum e que este vai vir ainda melhor que os anteriores. “Já estamos compondo para um terceiro disco. Estamos bem animados! Estamos chegando num nível inédito, tanto Lucas e eu, quanto os músicos que nos acompanham… somos muito amigos, todos, estamos sempre juntos, temos admiração um pelo outro, damos palpites, ouvimos,  trocamos muitas ideias musicais e de inspiração. Esse terceiro disco vai vir bonito” declarou Letícia.

Na página da banda é comum ler comentários a respeito da inspiração e da paz que as músicas levam às pessoas. Quando questionados se eles esperavam que um dia a Letuce teria tamanha repercussão, ambos responderam que não… não imaginavam tanta coisa! “Estávamos apenas com muita inspiração e com vontade de fazer, de realizar. Que bom que isso chega nas pessoas. Que bom que não fica só na ideia ou só nos criadores, que bom que se espalha. Uma vitória isso” disseram Lucas e Letícia.

Diante de todas essas informações, é inevitável afirmar que Letuce realmente mudou as vidas dos membros da banda (tanto em termos de vais-e-vens amorosos quanto profissionais) e se a entrevista começou com a pergunta de como eles eram antes da banda, terminou com o seguinte questionamento: quem são Lucas e Letícia depois do envolvimento com Letuce? Ambos responderam de forma clara:  “Eu, Letícia, me tornei mais corajosa. O palco traz isso. E cantar na frente dos outros também. Que audácia, que loucura! Fiquei mais profissional também. O Letuce é uma liberdade, uma loucura, um encantamento, mas é também um lugar de trabalho, que envolve riscos, exigências, prazos, virei adulta total, mas protegi o coração pra ficar sempre tenro. Minha banda reafirmou que o assunto AMOR é pra mim, o assunto mais importante da minha vida. Não só amor romântico, mas todo tipo de amor. Amar levantar, amar dormir, amar sonhar, amar o amor”. Lucas, por outro lado, afirmou que a diferença entre o Lucas pré Letuce e o Lucas pós Letuce está realmente no mundo das produções musicais. “Ter produzido os nossos dois discos me trouxe muito interesse pelo estúdio e pelo processo de criação que envolve gravar, editar, mixar. Hoje trabalho sempre nessa área com outros mil artistas. Levantar um disco, compor uma trilha sonora, isso hoje é boa parte do meu trabalho e foi uma vivência que eu aprimorei com a nossa experiência como banda”.

Letuce já participou de projetos como Música de Bolso, Oi novo Som e Som Brasil e hoje o foco está direcionado à produção do novo álbum.

Mais informações você encontra no  site e no facebook oficial.
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Tribalistas lança “Joga Arroz” em apoio ao casamento entre homossexuais

Entre os anos de 2002 a 2004 muitos brasileiros tiveram as suas vidas embaladas pela rebeldia implícita em “Já sei namorar” ou pelo romantismo explícito em “Velha Infância”. Ambas as canções são do grupo Tribalistas, um trio que procurava não ter rótulos e não ser enquadrado nos diversos gêneros musicais, mas que se encaixava muito bem entre a tal da MPB contemporânea.

Composto por Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marista Monte, o trio nasceu com data prevista para “morrer” e isso ficou muito claro quando, ao final do álbum, a animadíssima música que levou o nome do grupo dava um tom de despedida e deixava o ouvinte com um ar de quero mais (mesmo que uma coisa estivesse certa: ali era o fim).
Muitos custaram a acreditar que um grupo tão bom acabasse ali, logo no primeiro álbum… A sintonia entre os componentes era visível e envolvente, o que deixava as canções muito próximas dos seus admiradores.
No entanto, o grupo Tribalistas surpreendeu a todos quando lançou uma canção específica carregada com um tom bem social. Arnaldo, Carlinhos e Marisa mais uma vez se reuniram para baterem de frente com os homofóbicos e tradicionalistas extremos e tudo isso por meio da música. Hoje (quarta-feira, 29) foi lançada “joga arroz” e a canção está no site da campanha Casamento Civil Igualitário, idealizada pelo deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), e também nas páginas oficiais do trio de compositores.

Numa mensagem publicada no site da campanha está escrito que a canção foi criada “para sensibilizar os deputados, senadores e a sociedade brasileira em nome da liberdade de amar”.

Se essa volta repentina é um sinal de que o trio está revivendo seu sucesso e talvez buscando voltar á ativa, ninguém sabe… o que está muito claro é que a música, com toda certeza, é uma forma de apoio aos homossexuais que sofrem qualquer tipo de preconceito na sociedade.

Conheça a música aqui:

Se desejar fazer o download da canção, clique aqui com o botão direito do mouse e escolha “Salvar Como” para baixar em MP3.
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Ella Fitzgerald, a primeira dama da canção

Hoje é o dia no qual a dama de uma das vozes mais famosas do jazz norte-americano completaria 96 anos e, é claro, o Blog Venturarte não poderia deixar de fazer uma pequena homenagem a diviníssima cantora que marcou a sua época e hoje é considerada atemporal.

Ella Jane Fitzgerald nasceu no ano de 1917 e teve a sua adolescência marcada por abandono afetivo, idas e vindas à delegacias e orfanatos, perda do irmão num acidente de carro e marginalidade motivada por um desespero imenso. Mesmo que tivesse um “destino” marcado para o insucesso, Ella encontrou consolo na dança e na música… A pequena menina de Newport News sempre sonhou em ser cantora ou dançarina e aos poucos esse sonho foi chegando perto de se tornar real.

Possuidora de um talento musical inegável, aos 17 anos Ella se inscreveu numa competição que  ocorreria no famoso Teatro Apollo e no meio de todo o fervor do evento, uma confusão aconteceu e ela teve que se apresentar como cantora e não como dançarina, como havia planejado e ensaiado anteriormente. Ao lado de uma banda que também estava na competição, Ella cantou duas músicas e logo de cara conquistou o coração da plateia.
Antes de se dedicar a carreira solo, Ella fez 150 gravações com uma orquestra chamada “Ella Fitzgerald and her Famous Orchestra”.

Não estando mais amparada pela orquestra, Ella começou a tomar espaço no cenário do seu tempo com uma técnica vocal chamada scat, criada por Louis Armstrong, que consiste em se cantar vocalizando sem palavras, e com isso se tornou uma “boa peça” do jazz com a música inicial Flying Home.

Após uma longa carreira na música, a sra. Fitzgerald ficou conhecida por ter uma dicção magnífica, por conseguir alcançar três oitavas (intervalo entre uma nota musical e outra com a metade ou dobro de sua frequência), por ter um presença de palco muito marcante e, é claro, por possui uma voz impecavelmente ‘moldada’ para o jazz e blues.

Com um repertório que consiste em mais de 200 álbuns, Ella vendeu mais de 40 milhões de discos.
Após uma “congelada” na música, Ella voltou a fazer sucesso com um álbum relâmpago no ano de 1972.
A surpresa geral vem quando declaram que Ella não fez o seu nome apenas no jazz, mas também na ópera, no blues e – pasmem – na bossa nova!

Até a música do nosso saudoso Antonio Carlos Jobim, ou Tom Jobim, esteve no repertório de Ella.

O fato é: seja no jazz, na ópera, no blues ou até mesmo na bossa nova, Ella foi uma magnífica cantora e é digna de eternas lembranças.
E agora, com vocês, a minha canção favorita da cantora em questão ♥

Espero que tenham gostado!
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Playing for change – o projeto da música (e da esperança)

O Venturarte já comprovou uma coisa: a máxima “a arte salva as pessoas” é verdadeira. Isso foi possível por meio de uma matéria publicada no blog acerca da revolução que a fotografia causou na vida de Denis Smith, idealizador do projeto intitulado Ball of Light (clique aqui para ler a matéria).
Seguindo essa linha da mudança – positiva – que a arte causa na sociedade, o engenheiro de som Mark Johnson resolveu criar um projeto que busca reunir músicos renomados do mundo inteiro não apenas para fazer música em conjunto, mas para fazê-la  em prol de projetos sociais que procuram provocar verdadeiras revoluções no modo de vida de alguns indivíduos. Nesse sentido, Mark criou uma organização não governamental que tem a música como objeto de salvação para crianças de comunidades carentes: o Playing for Change Foundation.

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O “Playing For Change Foundation” se dedica na criação de mudanças sociais positivas através da educação musical. Nós somos motivados pela crença de que a paz e a mudança são possíveis por meio da linguagem  universal da música.  Ao fornecer às crianças um lugar seguro para aprender, florescer e se expressarem, PFCF (Playing For Change Foundation) ajuda às crianças a encontrarem meios alternativos para enfrentarem às lutas que lhe são impostas diariamente.
O impacto global da música é explorado via interação com outras escolas, estudantes, professores e tradições musicais. Nossas escolas de músicas são projetadas para beneficiar os estudantes e as comunidades nas quais eles vivem. Cada instituição pertence ao local onde ela foi instalada. Materiais e mão-de-obra para as edificações das mesmas são provindas das comunidades.  Quando possível, os instrumentos são feitos por artesãos locais, as aulas são ministradas por professores da região e as escolas são administradas pelos membros da comunidade. É uma maneira de fazer as pessoas investirem no crescimento do empreendimento musical.

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“Criando mudanças positivas através da educação musical”

Levando em consideração que o projeto busca trabalhar com as comunidades mais carentes ao redor do mundo, é clara a percepção da mudança que a música causa na vida das pessoas, pois as crianças ficam mais motivadas a levar pra frente os seus estudos (principalmente no campo musical). Isso sem contar o impacto causado na vida dos adultos, pois eles passam a ser empregados pela ONG e viram supervisores, professores, cuidadores ou simplesmente ganham para acompanhar de forma assídua o trabalho desenvolvido.

Hoje existem 6 escolas musicais ao redor do mundo, com mais de 600 alunos e 153 projetos executados e/ou em fase de execução. O objetivo para o ano de 2013 é dobrar o número de escolas, matricular mais 150 alunos e criar outros 10 novos projetos.
Com um corpo de voluntários repleto de gente com muita boa vontade, o PFCF já se dedica na produção de um terceiro álbum que tem lançamento previsto para o final de 2013.

O vídeo abaixo (que está em inglês)  conta um pouquinho da história da “L’ecole de musique de Kirina”, no Mali.

Recentemente a banda de pop/rock americana Maroon 5 publicou um vídeo da música Daylight no canal do youtube e o diferencial está no misto de músicos que interpretam a canção. A razão dessa mistura é o apoio ao projeto Playing for Change!
A música estará no setlist do álbum que, como dito anteriormente, está sendo produzido e todo o lucro das vendas será revertido para investimentos nas escolas voltadas à educação musical.

Gostaram?!
Para colaborar com o projeto, acesse o site e veja todas as informações para fazer uma doação.
Curta a página do PFCF no facebook e fique ligado nas músicas que constantemente são postadas por lá…

Clique nas imagens para ampliá-las.

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