Sem título – assim, sem mais, nem menos.

Não sei bem há quanto tempo não apareço por aqui. Por muito tempo, eu nem lembrava que esse blog ainda existia. A página do facebook, porém, apareceu na minha timeline hoje e lembrei que, um dia, era aqui, nas páginas do Venturarte, que eu encontrava fôlego para continuar escrevendo.

A rotina anda diferente. Quando abri o blog, vi um post escrito lá em 2014. Eu ainda fazia direito, auto escola e estava começando o jornalismo. De lá pra cá, muita coisa mudou: não faço mais direito, já tenho CNH definitiva e o jornalismo é tipo oxigênio. Digo isso porque, sim, hoje eu respiro Jornalismo. Trabalho na área, produzo um programa de rádio, escrevo todos os dias e, depois das sete da noite, ainda preciso sentar nas cadeiras da faculdade para discutir o que? Sim. Jornalismo.

Minha vida hoje se resume a ser jornalista – e não me arrependo nadica disso. No entanto, por respirar e viver o jornalismo, hoje eu me sinto aprisionada numa rotina – e isso não é de todo ruim. A rotina pra mim se tornou boa: sei o que devo fazer, a que horas, como e porque devo fazer. Mas aí vem o jornalismo e pá: me tira da zona de conforto, me faz trocar de cadeira, andar pela vida e viver coisas totalmente novas todos os dias. Hoje, é isso que respiro e vivo. E bem por isso – por respirar e viver mudanças totalmente fora da rotina que eu penso ter – que me sinto aprisionada numa vontade de escrever além do que posso.

Por sentir essa vontade, por querer me libertar dela, eu volto para o Venturarte. Não sei por quanto tempo e, sinceramente, nem sei bem o porque. Mas confesso: a ideia de voltar a ser blogueira me comoveu e, a partir de hoje, eu estarei aqui novamente, nesse canal de comunicação tão, mas tão meu, que passa a ser nosso também. Me acompanhem. Tenho certeza que teremos boas histórias por aqui.

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O wordpress nos deu um presente – e queremos compartilhar com vocês

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 13.000 vezes em Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 5 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

Surpresa, voltei! <3

Bom dia, leitores mais bonitos dessa região, adivinha quem está de volta! Sim, é o George!

Bem, passei um tempinho fora devido a viagens, vestibulares e férias surpresa… Voltei com um ritmo legal na cabeça e um pedido de desculpa nas mãos, tenho um assunto a tratar e um tema textual um pouquinho diferente, enfim, first things first:

Sobre o assunto: meu último texto recebeu uma crítica anônima, eu tomei um tempo para respondê-la enquanto estava em um hotel em Foz do Iguaçu, o que acontece é que a internet do devido local passou por certos problemas e eu não consegui responder ao comentário e também não tenho acesso a ele novamente, adoraria que o anônimo comentasse novamente ou algo do gênero, sendo assim, grato! (Lembrando que todos são bem-vindos, adoro ouvir/ler críticas, ajuda bastante no crescimento literário)

Sobre o texto: Alguns de vocês devem conhecer uma coisa chamada ”Pesadelo noturno”, ou ”Paralisia do Sono”, que é quando você se vê imóvel durante o sono, como se estivesse soterrado por um monte gigantesco de areia e obrigado a se manter imóvel, a explicação científica é tal que o corpo diminui a produção de melatonina, o que acaba inibindo o movimento dos músculos voluntários, dando assim a sensação de paralisia, isso acontece todas as noites com seu corpo, o pesadelo é quando você acorda enquanto seu corpo ainda tem pouca melatonina. Existem explicações mitológicas interessantíssimas sobre tal mal, por exemplo, na Suécia, a paralisia do sono é vista como causada por uma égua (Mare), uma criatura sobrenatural relacionada com o lobisomem. A Mare é uma mulher maldita, que perdeu misteriosamente o corpo durante o sono. Neste estado, ela visita as suas vítimas e senta-se em cima do seu peito enquanto estão dormindo, fazendo com que elas tenham pesadelos (Imagem), as histórias não findam e rendem boas conversas! Pois bem, este que vos fala tem a sorte de sofrer com o tal problema, durante minhas ”férias surpresa” eu tive a sorte de passar por mais um desses episódios e, visto que eu não conseguia dormir novamente (admito que foi falta de coragem), resolvi escrever sobre o episódio, foi mais ou menos assim:

Imagem

Eu sou sempre o primeiro a estar no quinto sono, surpreendentemente, a julgar pela inquietude da cabeça. Pois hoje acontece que a namorada já dormiu, o sol já dormiu, a beira da praia já dormiu e até o gato lá fora que, irritante, parecia ser um empecilho, dormiu antes que eu o estrangulasse. Estou acordado e não é por motivo qualquer, estou acordado porque ele não me deixa dormir. Acontece que tenho sonhos, vou explicar, mas é como tentar explicar um sentimento, requer muita imaginação: Lá estou eu, bonitinho, deitado de bunda pra cima, tudo parece ótimo, são duas e quarenta e oito da manhã e o sono vem em volúpia sedutora, os olhos são os primeiros a se entregarem e os últimos a serem levados, fechando bem lentamente, quando acontece que o corpo fica pesado, o corpo fica pesado e ele fala que agora já foi, ele fala que agora não adianta gritar e que não tem mais como voltar, e lá estou eu, bonitinho, deitado de bunda pra cima, enquanto tento abrir meus olhos enquanto meus braços e pernas tentam vão movimeto ,ele fala cada vez mais alto, que é pra assustar todo mundo na casa, de repente eu começo a ver que, enquanto tento abrir os olhos eu vejo faixas, como se fossem pedaços de fita negra estranhamente translúcida me atando ao colchão, ridiculamente eu tento pensar em outra coisa, quem sabe se as fitas fossem ondas no mar, marés de fracasso e o pavor toma conta novamente. Ele passa a falar mais alto, cada vez mais aterrorizantemente, eu sequer consigo entender o que se diz, graças a Deus eu não consigo. Vem a ideia que deveria ter vindo há muito tempo: eu me levanto, o problema é: nem em sonho. Minhas pernas insignificantemente tentam se curvar a fim de que eu me levante, é ridículo tentar, tudo grita, o mundo acorda, minha cabeça ferve e até o gato mia. Até que, não sei se por bênção ou porque ele sabe que eu precisarei voltar a dormir alguma hora, eu ganho movimentos e consigo ao menos sentar, o que antes do sono parecia ser comum se revela ser meu prêmio final: o direito de sentar, por mais glorioso que soe, o pavor ainda domina, dormir parece mais uma chaga, um mal familiar (minha mãe alertou seus episódios) e eu não sei onde enfiar todo o meu sono, por vezes desejei ficar acordado, mas uma hora preciso recarregar minhas baterias, descansar minha cabeça sobre meu travesseiro e ouvir um sussurro baixinho: Que bom que você voltou, pronto pra outra voltinha?

 

Pra quem é um pouquinho mais assustado: Lembre-se de que pode acontecer com qualquer um, basta ter um pouquinho de má sorte e uma pré disposição baseada na maneira com que você se deita, bons sonhos. 😀

Venturarte no Jornal do Oeste

Ultimamente muita coisa boa tem acontecido pra mim por conta do blog… Conheci muitas pessoas, entrei em contato com os mais diversos tipos artísticos, tive a oportunidade de conversar com artistas divinos e, dentre várias outras coisas que poderia citar aqui, consegui fazer o blog crescer aos pouquinhos.
Nos últimos dias eu tenho tentado planejar diversas coisas que propiciem o crescimento do blog e a maior divulgação do conteúdo que é aqui postado, até que em meio a várias oportunidades, surgiu uma parceria com o Jornal do Oeste! Para que meus leitores não fiquem perdidos em meio a essa novidade, vou explicar tudo certinho.

Quem acompanha o blog desde o início deve ter percebido que houve uma pequena diferença entre o formato de antes e o de agora (e se preparem porque tem mais mudança positiva vindo por aí) e isso se deve ao meu desenvolvimento como “blogueira”. Agora, pra além de divulgar as artes, eu também procuro dar ênfase aos eventos culturais que rolam na região e de certa forma isso tem sido bem útil porque muitas pessoas passaram a me procurar pra saber sobre concertos, shows, oficinas… O blog acabou virando um local realmente voltado para as artes e o meu objetivo de colaborar com a cultura está sendo, aos poucos, alcançado.

Como a minha maior ambição em relação ao blog é, fazê-lo ter espaço nas mídias e, com isso, ser mais acessível, eu estou procurando parcerias com jornais e emissoras para que o Venturarte não fique apenas no WordPress e a parceria com o Jornal do Oeste é simplesmente magnífica, pois o blog passará a alcançar também o público de Toledo!!
Funcionará da seguinte maneira: todas as sextas-feiras eu irei publicar lá no site do J.O. uma espécie de agenda cultural contendo os eventos da cidade de Cascavel e Toledo, mas claro que vou tentar dar uma olhadinha nos eventos da Região Oeste em geral. Hoje foi o dia de estreia então foi publicada uma apresentação do blog e também uma agenda de eventos que acontecerão durante o “domingo das mães”.

Espero que gostem da novidade, acompanhem as publicações e, claro, sintam-se a vontade para me mandarem os eventos que vocês sabem que acontecerão na região Oeste!

Não esqueçam de curtir a página do Blog Venturarte no Facebook!

Não posso finalizar esse post sem um mimimi básico: MUITO obrigada por acreditarem no potencial do Blog e por propiciarem o crescimento do mesmo!!