Unbreakable Hope

Valioso como a vida deles é. Inquebrável como a luta deles deve ser.

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Durante uma consulta, enquanto o médico explica ao paciente quais serão as vias de tratamento e qual é o tipo de doença que ele tem, parece que toda uma vida se afasta daquela realidade. De repente, o câncer, o temido câncer, invadiu a vida de uma pessoa que não esperava um resultado tão devastador depois de alguns simples exames. O médico insiste em repetir as palavras: fé, coragem, cura, persistência, tratamento, chances, família, esperança e possibilidade. O paciente insiste em ouvir, mesmo que mentalmente, que ali, a vida acabou.

Mesmo que o câncer seja uma doença que já possui métodos de tratamento extremamente evoluídos, o medo ainda é grande. Quando uma família recebe a notícia de que um dos seus membros está acometido dessa enfermidade, o sentimento de piedade é quase que unânime. Nessas horas, até aquele primo distante fica sabendo da história e lamenta, chora, sente pena do mais novo doente da família. Mas a tal da piedade toma proporções ainda maiores quando os cabelos começam a cair… Se antes era possível dar um jeitinho de esconder o câncer das pessoas mais distantes, agora, com o couro cabeludo à mostra, essa possibilidade parece ter caído por terra.

Lenços coloridos, perucas distintas, chales, toucas, gorros, etc, etc, etc. Nada disso é capaz de preencher aquele vazio que vai muito além do couro cabeludo. As mulheres, principalmente, se sentem vazias, quase nuas pela ausência dos cabelos que antes esvoaçavam pelo vento forte e eram vítimas das queixas por terem ficado armados durante uma chuvinha qualquer. Ter câncer é difícil. Perder os cabelos só torna essa batalha ainda mais árdua, mais dolorosa. E aqui o sentido passa longe da superficialidade… Os cabelos grudados na fronha do travesseiro pela manhã ou enroscados no ralo do banheiro após um simples banho só demarcam que o câncer está mais presente do que nunca.

A cada fio, uma lágrima. A cada fio, um sentimento de derrota. Mas por quê não mudar essa situação? Se as perucas não ajudam e se os lenços – por mais que carreguem cores extremamente alegres e coloridas – só fazem o sorriso ficar ainda mais distante, como encontrar outra solução para aqueles guerreiros que vão, muitas vezes, diariamente aos hospitais em prol da cura de uma doença tão ingrata? O Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer em conjunto com a agência de publicidade África não só acertaram o alvo, como também acertaram em cheio.

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Partindo do princípio de que os diamantes são feitos de carbono e que os cabelos possuem composição química semelhante, por quê não transformar cada fio de cabelo num verdadeiro – e concreto – símbolo de força, imortalidade, resistência e perseverança? Os fios de cabelos, colhidos de meninas que perdiam as madeixas por conta dos tratamentos quimioterápicos, foram submetidos a uma alta pressão, que transformava aquela marca num diamante. Com as pedras preciosas prontas, Ara Vartanian, um respeitável designer de jóias, criou três anéis que eram decorados com a preciosidade que vinha daquilo que antes era símbolo de tristeza.

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A campanha deu um novo significado não só aos cabelos transformados, mas em todos aqueles fios que caem devido o tratamento de quimioterapia. Agora, todo paciente que ver um fio caindo, poderá ver que ali está um verdadeiro emblema de força, indestrutibilidade e muito, mas muito valor.

Lindo, né?! Vale dizer que as peças feitas serão vendidas e o valor integral será revertido ao GRAACC.

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Especial dia das mães – A mother’s Journey

Mais difícil do que o ato de separar as ideias e colocá-las de modo ordenado num papel  (ou, no caso, no post do blog) é escrever sobre pessoas que são importantes nas nossas vidas. Buscando homenagear as pessoas que nos oferecem um amor tido como incondicional, o Blog Venturarte lhes apresenta um projeto fotográfico que retrata muito bem o amor de uma mãe pelo seu filho.

A fotógrafa Renée Byer criou uma série fotográfica chamada “A mother’s journey” (a jornada de uma mãe) que retrata as diversas reações de uma mãe, Cyndie French, ao acompanhar a batalha do seu filho Derek contra um mau: o câncer.
Derek, com apenas 10 anos, foi diagnosticado com um câncer chamado “neuroblastoma”. Essa doença, segundo o site News Medicals Net, é a mais comum durante a infância. Se origina em uma das glândulas supra-renais, mas também pode se desenvolver em tecidos nervosos do pescoço, tórax, abdômen ou pélvis. No caso de Derek, houve metástase e o tumor se espalhou entre órgãos, ossos e cérebro.

Derek iniciou o tratamento logo que o câncer foi descoberto e Renée, que trabalhava no jornal The Sacramento Bee, decidiu acompanhar essa história desde o início. Vencedora do Prêmio Pullitzer para “Feature Photography” no ano de 2007, a série fotográfica é composta por imagens – muitas vezes pesadas – que retratam parte dos sentimentos que invadiam os dois guerreiros protagonistas dessa triste história: Derek e sua mãe.

Derek faleceu aos 11 anos e sua mãe declarou que sempre fez tudo para ver o seu filho feliz, inclusive deixá-lo dirigir por saber que ele não chegaria a completar a maioridade. Em memória do seu filho, Cyndie criou uma instituição que ajuda famílias que também estão batalhando contra o câncer infantil, a Derek’s Wish (Desejo de Derek).
Veja a série completa aqui.

Fato é: mães são incansáveis! Mães são aquelas que nos oferecem apoio quando precisamos, permanecem ao nosso lado quando sentimos necessidade… mães são criaturas divinas, pois são elas que nos iluminam e nos ensinam o que é amor. São essas deusas que possuem uma força que parece ser inabalável e é a partir delas que pensamos: “por que algumas pessoas não são eternas?”.
O desejo de agora é que as nossas mães possam ser sempre instrumento de amor, bondade e ternura.

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