Surpresa, voltei! <3

Bom dia, leitores mais bonitos dessa região, adivinha quem está de volta! Sim, é o George!

Bem, passei um tempinho fora devido a viagens, vestibulares e férias surpresa… Voltei com um ritmo legal na cabeça e um pedido de desculpa nas mãos, tenho um assunto a tratar e um tema textual um pouquinho diferente, enfim, first things first:

Sobre o assunto: meu último texto recebeu uma crítica anônima, eu tomei um tempo para respondê-la enquanto estava em um hotel em Foz do Iguaçu, o que acontece é que a internet do devido local passou por certos problemas e eu não consegui responder ao comentário e também não tenho acesso a ele novamente, adoraria que o anônimo comentasse novamente ou algo do gênero, sendo assim, grato! (Lembrando que todos são bem-vindos, adoro ouvir/ler críticas, ajuda bastante no crescimento literário)

Sobre o texto: Alguns de vocês devem conhecer uma coisa chamada ”Pesadelo noturno”, ou ”Paralisia do Sono”, que é quando você se vê imóvel durante o sono, como se estivesse soterrado por um monte gigantesco de areia e obrigado a se manter imóvel, a explicação científica é tal que o corpo diminui a produção de melatonina, o que acaba inibindo o movimento dos músculos voluntários, dando assim a sensação de paralisia, isso acontece todas as noites com seu corpo, o pesadelo é quando você acorda enquanto seu corpo ainda tem pouca melatonina. Existem explicações mitológicas interessantíssimas sobre tal mal, por exemplo, na Suécia, a paralisia do sono é vista como causada por uma égua (Mare), uma criatura sobrenatural relacionada com o lobisomem. A Mare é uma mulher maldita, que perdeu misteriosamente o corpo durante o sono. Neste estado, ela visita as suas vítimas e senta-se em cima do seu peito enquanto estão dormindo, fazendo com que elas tenham pesadelos (Imagem), as histórias não findam e rendem boas conversas! Pois bem, este que vos fala tem a sorte de sofrer com o tal problema, durante minhas ”férias surpresa” eu tive a sorte de passar por mais um desses episódios e, visto que eu não conseguia dormir novamente (admito que foi falta de coragem), resolvi escrever sobre o episódio, foi mais ou menos assim:

Imagem

Eu sou sempre o primeiro a estar no quinto sono, surpreendentemente, a julgar pela inquietude da cabeça. Pois hoje acontece que a namorada já dormiu, o sol já dormiu, a beira da praia já dormiu e até o gato lá fora que, irritante, parecia ser um empecilho, dormiu antes que eu o estrangulasse. Estou acordado e não é por motivo qualquer, estou acordado porque ele não me deixa dormir. Acontece que tenho sonhos, vou explicar, mas é como tentar explicar um sentimento, requer muita imaginação: Lá estou eu, bonitinho, deitado de bunda pra cima, tudo parece ótimo, são duas e quarenta e oito da manhã e o sono vem em volúpia sedutora, os olhos são os primeiros a se entregarem e os últimos a serem levados, fechando bem lentamente, quando acontece que o corpo fica pesado, o corpo fica pesado e ele fala que agora já foi, ele fala que agora não adianta gritar e que não tem mais como voltar, e lá estou eu, bonitinho, deitado de bunda pra cima, enquanto tento abrir meus olhos enquanto meus braços e pernas tentam vão movimeto ,ele fala cada vez mais alto, que é pra assustar todo mundo na casa, de repente eu começo a ver que, enquanto tento abrir os olhos eu vejo faixas, como se fossem pedaços de fita negra estranhamente translúcida me atando ao colchão, ridiculamente eu tento pensar em outra coisa, quem sabe se as fitas fossem ondas no mar, marés de fracasso e o pavor toma conta novamente. Ele passa a falar mais alto, cada vez mais aterrorizantemente, eu sequer consigo entender o que se diz, graças a Deus eu não consigo. Vem a ideia que deveria ter vindo há muito tempo: eu me levanto, o problema é: nem em sonho. Minhas pernas insignificantemente tentam se curvar a fim de que eu me levante, é ridículo tentar, tudo grita, o mundo acorda, minha cabeça ferve e até o gato mia. Até que, não sei se por bênção ou porque ele sabe que eu precisarei voltar a dormir alguma hora, eu ganho movimentos e consigo ao menos sentar, o que antes do sono parecia ser comum se revela ser meu prêmio final: o direito de sentar, por mais glorioso que soe, o pavor ainda domina, dormir parece mais uma chaga, um mal familiar (minha mãe alertou seus episódios) e eu não sei onde enfiar todo o meu sono, por vezes desejei ficar acordado, mas uma hora preciso recarregar minhas baterias, descansar minha cabeça sobre meu travesseiro e ouvir um sussurro baixinho: Que bom que você voltou, pronto pra outra voltinha?

 

Pra quem é um pouquinho mais assustado: Lembre-se de que pode acontecer com qualquer um, basta ter um pouquinho de má sorte e uma pré disposição baseada na maneira com que você se deita, bons sonhos. 😀

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